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17/12/2015 às 06h32m

Metrô do Recife pode parar por falta de repasses

De a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), os repasses não são realizados há dois anos e a dívida está na casa dos R$ 48 milhões.

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O metrô que atende a Região Metropolitana do Recife (RMR) poderá paralisar suas operações na próxima semana em razão da falta de repasses referentes às passagens do anel de integração por parte do Consórcio Grande Recife Transportes, que gerencia os sistema de transportes públicos da RMR. De acordo com o presidente da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), Marco Antônio Fireman, os repasses não são realizados há dois anos e a dívida está na casa dos R$ 48 milhões.

"Éramos para receber R$ 2 milhões por mês. Por conta da apropriação indevida dos nossos recursos, não conseguimos pagar a Celpe [Companhia Energética de Pernambuco]. Tentamos uma negociação com ela [Celpe], mas não ocorreu. Se não pagarmos, a energia será cortada e o serviço vai parar", disse.

"Perdemos nosso fôlego de manter esse sistema em operação", destacou. O sistema metroviário da RMR conta com 26 trens que transportam cerca de 400 mil passageiros diariamente.

Segundo ele, o Consórcio Grande Recife afirma que também não está recebendo os repasses do pagamentos dos subsídios aos ônibus que são de obrigação do Estado, como as passagens de idosos, deficientes e estudantes. Sem este fluxo de recursos, o Consórcio também estaria atrasando os repasses à CBTU.

Fireman diz que ingressará com uma ação na Justiça visando impedir o corte do fornecimento de energia à Celpe. "É um serviço que afeta a cidade toda. Recife é uma cidade que vive o metrô. O sistema não pode simplesmente parar. Por isso, nosso departamento jurídico está entrando com uma liminar. Vamos ingressar na justiça também para penhorar a receita do consórcio", disse.

Por meio de nota, o Consórcio Grande Recife admite que "reconhece parte da dívida referente ao transporte de passageiros do Sistema Estrutural Integrado (SEI)". Porém contesta os valores, que são repassados ao Consórcio pelo Sindicato da Urbana-PE. "Quando esse repasse é feito, o Consórcio retém os valores de causas trabalhistas da CBTU demandadas pelo Poder Judiciário, repassando para a Companhia apenas o restante, conforme acordo celebrado com aquela empresa estatal".


Do Pernambuco 247

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