06/12/2016 às 22h17m

PMs suspendem paralisação e aguardam proposta do Governo

Categoria recuou e decidiu esperar uma sinalização até esta sexta-feira

Policiais e bombeiros militares decidiram suspender a paralisação, que estava programada para acontecer nesta terça-feira (6), caso não houvesse negociação com o Governo de Pernambuco. Após uma espera de 1h30, uma comissão foi recebida, no Palácio do Campo das Princesas, na noite desta terça-feira (6), por representantes, e teve as reivindicações protocoladas.

Por volta das 20h, a comissão deixou o local e iniciou uma assembleia geral. A categoria recuou e decidiu esperar uma sinalização até esta sexta-feira (9), quando os militares pretendem realizar uma nova caminhada, a partir das 14h, com saída da Praça do Derby, na área Central do Recife. Após a caminhada, eles pretendem se reunir, novamente, com representantes do Governo e, em seguida, devem, então, definir se vão aderir à paralisação.

Enquanto isso, a Associação de Cabos e Soldados (ACS-PE) garantiu que será adotada a "operação-padrão". Os militares informaram que não vão aceitar plantões no Programa de Jornada Extra de Segurança (PJES) e que vão recusar sair em viaturas com menos de três policiais, usar coletes vencidos, sair sem algemas ou com viaturas comandadas por cabos e soldados.

Às 14h desta terça, os militares se concentraram na Praça do Derby e uma comissão apresentou as reivindicações da categoria. Os servidores reclamam da falta de abertura para negociação do Governo do Estado acerca de reivindicações como a implantação de subsídios salariais e a revisão do Plano de Cargos e Carreira. Em seguida, pouco depois das 16h, a categoria realizou uma caminhada e chegou ao Palácio às 17h40. Durante o ato, o trânsito ficou bastante complicado, já que os militares passaram por importantes vias da área Central da capital pernambucana. A Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) acompanhou a mobilização.

A última greve dos policiais e bombeiros militares ocorreu em maio de 2016 e durou três dias. Na ocasião, índices de roubo e homicídios aumentaram e diversas lojas situadas em Abreu e Lima, no Grande Recife, foram saqueadas, o que teve repercussão nacional. No primeiro semestre deste ano, em assembleia, a categoria chegou a aprovar a deflagração de uma nova greve, mas, na última hora, representantes do Governo do Estado conseguiram fechar um acordo com as associações sindicais.

Comentários

Outras notícias