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16/11/2018 às 15h09m - Atualizado em 16/11/2018 às 15h23m

Pernambuco é um dos 14 estados mais afetados pelo desemprego

Um total de 16,7% da população encontra-se sem emprego, índice superior em quase 5% ao país

emprego
 
Pernambuco é um dos quatorze estados do país que tiveram índice de desemprego superior à média nacional no terceiro trimestre de 2018. Em 21 estados, a taxa ficou estável. Os dados foram divulgados pelo IBGE na manhã desta quarta-feira (14). No Brasil, a taxa de desemprego chegou a 11,9%. Entre os pernambucanos, 16,7% estão desempregados, índice superior em quase 5% ao nacional. 
 
Outros estados do Nordeste também tiveram desempenho negativo. Na desocupação, Sergipe e Alagoas superaram os 17%, estando atrás apenas do Amapá, que teve desemprego de 18,3% no terceiro trimestre. O terceiro trimestre do ano contempla julho, agosto e setembro e ficou em queda em relação ao segundo trimestre do ano, com índice de 11,9%. Em abril, maio e junho, a taxa foi de 12,3%, queda de 0,4 ponto. 
 
Em relação ao terceiro trimestre do ano passado também houve redução no número de desempregos, quando a taxa era de 12,4%. O desemprego, agora, atinge 12,5 milhões de pessoas no país.  
 
De julho a setembro deste ano, 27,3 milhões de pessoas foram considerados desocupados, ou seja, pessoas que têm trabalho por menos de 40 horas na semana ou que tinham idade para trabalhar e não podiam, por uma série de motivos, assumir uma vaga de trabalho. O indicador desse grupo ficou estável em relação ao segundo trimestre deste ano, período em que 27,6 milhões estavam sem trabalho. 
 
Índice de desalentados está estável
 
Outro índice que ficou estabilizado foi o de pessoas que tentaram procurar emprego e, posteriormente, desistiram, após não obterem sucesso. Eles são considerados desalentados. O país tinha 4,78 milhões de desalentados no terceiro trimestre, variável estável em relação ao trimestre anterior, quando 4,83 milhões de pessoas eram desalentadas. No mesmo período do ano passado, o contingente de desalentados era de 4,24 milhões de pessoas. 
 
Dois fatores que corroboraram para os índices negativos foram a baixa atividade no mercado de trabalho e a falta de contratações necessárias no período eleitoral, por conta da incerteza dos empresários com o destino do país após o pleito. 
 
Ainda alta, a taxa de desemprego está em queda desde o ano passado no país. O principal fator para isso é o crescimento da informalidade no trabalho, de maneira que isso está ocupando o espaço dos trabalhos formais, que tem carteira assinada e são protegidos pela legislação. O trabalho informal possui menos estabilidade, porém é a maneira pela qual milhões de brasileiros têm encontrado uma saída. 
 
O Nordeste possui 58,7%, o menor porcentual de formalização no setor privado entre as regiões do país. Três estados da região tiveram as menores taxas de formalização: Maranhão (51,1%), Piauí (54,1%) e Paraíba (54,9%). Em contrapartida, o Sudeste e o Sul têm três estados na ponta da formalização. São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina superam os 80%. No país, o volume de pessoas com carteira assinada chegou a 74,1%. 
 
Trabalhadores sem carteira assinada cresceram 4,7% em comparativo com o período de abril e junho deste ano, pois agora são 522 mil pessoas na informalidade. 
 
Mulheres são mais afetadas 
 
O levantamento da Pnad também mostra que o indicador de desemprego é superior entre as mulheres que entre os homens. Mesmo sendo a maioria populacional em idade para trabalhar (cerca de 52%), o nível de ocupação delas foi de 45,4%. Os homens tiveram índice de ocupação de 64,3%, quase 20% a mais, e eram 56,3% dos ocupados no terceiro trimestre. 
 
De abril a junho, 51,1% dos desocupados do Brasil eram mulheres. 

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