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04/11/2018 às 03h08m - Atualizado em 04/11/2018 às 03h21m

Fogo destrói parte do Hospital no Rio de Janeiro; três pacientes morrem na transferência

As chamas começaram pouco antes das 16h no segundo andar da Coordenação de Emergência Regional da Barra. Era horário de visita, e os saguões estavam cheios.

rio_de_janeiro-incendio_em_hospitalCom informações do G1

Um incêndio destruiu, na tarde deste sábado (3), parte do Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca - um dos maiores da Zona Oeste do Rio de Janeiro. Segundo o prefeito Marcelo Crivella, três idosos morreram. "No incêndio, não. Mas na transferência vieram a óbito", disse.

As chamas começaram pouco antes das 16h no segundo andar da Coordenação de Emergência Regional da Barra, que compõe o complexo do Lourenço Jorge e serve de triagem para serviços prestados no hospital. Era horário de visita, e os saguões estavam cheios.

Às 17h, a Emergência da unidade foi fechada para novos pacientes. Meia hora depois, 54 pacientes que estavam nas salas Vermelha e Amarela da unidade atingida começaram a ser transferidos para o Hospital Albert Schweitzer, em Realengo.

Unidade superlotada

Um socorrista de ambulância falou que o fogo começou por volta das 15h40 e em 10 minutos já tinha acabado com quase tudo. Ele participou do resgate dos pacientes que estavam no local. Segundo profissionais da UPA, o local estava superlotado, com aproximadamente 300 pessoas. A prefeitura nega.

Segundo eles, a ajuda de médicos, socorristas, maqueiros foi essencial para que conseguissem remover todas as pessoas com segurança até os bombeiros chegarem.

Segundo os profissionais ouvidos, eles descartam a possibilidade de incêndio criminoso pois, segundo eles, o fogo teria começado na parte de cima da estrutura, possivelmente na parte elétrica do ar-condicionado.

Os profissionais não quiseram se identificar pois, segundo eles, estão sofrendo com ameaças de demissão da prefeitura.

"Aqui está todo mundo com dois meses de salários atrasados, hospital sem manutenção. A tomografia do Lourenço Jorge ficou quebrada há mais de um ano, agora você imagina todo mundo que estava na UPA, superlotada, no hospital, que também está sem recursos? Isso é um absurdo"

Triagem

A CER funciona como uma porta de entrada do hospital: os pacientes de urgência e emergência clínica são atendidos lá, e os casos de trauma ou cirurgia são encaminhados para o hospital.

O fogo começou no segundo andar, que serve de apoio às equipes médicas, com refeitório e dormitórios - o atendimento a doentes fica no primeiro.

“O cenário foi de caos, parecia um alojamento de guerra", resume o empresário Valter Júnior, que visitava o pai, vítima de AVC e internado desde o dia 14 de outubro.

"Meu pai precisava de um cilindro de ar para ser retirado, mas deu tudo certo, graças a Deus. Os relatos que ouvi foram de descaso e falta de manutenção”, emenda.

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