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23/10/2017 às 05h37m - Atualizado em 23/10/2017 às 07h25m

Ciclista pernambucano morre após atropelamento em Brasília

O ciclista, membro das ONGs Bike de Paz e Bike Anjo, não resistiu aos ferimentos

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Foto: Ameciclo - Informações: JC Online

Raul Aragão, pernambucano de 23 anos, que vivia em Brasília, tornou-se mais uma vítima da violência do trânsito. O ciclista, membro das ONGs Rodas da Paz e Bike Anjo, não resistiu aos ferimentos e veio a óbito após ser atropelado por um motorista de 18 anos nessa sábado (21).

Cicloativista, Aragão fazia parte justamente de uma instituição que tem como objetivo reagir à violência e ao crescente número de acidentes e mortes no trânsito do Distrito Federal, a Rodas da Paz.

"Estamos muito, muito, muito tristes e isso não combina com a sua alegria. Ainda não dá, mas só queremos pensar no quanto foi bonito o nosso encontro. Em todas as fotos você está ou sorrindo ou compartilhando - carinho, informação, sua energia super positiva - ou, na maioria das vezes, as duas coisas ao mesmo tempo. Valeu demais, Raulzito, um dos voluntários mais queridos e participativos da Rodas da Paz e de outros grupos voluntários. Assim que soubermos mais sobre as homenagens para ele, avisaremos. Mandem os melhores sentimentos e pensamentos para o Raul Aragão e sua linda família, a quem dedicamos todo nosso apoio", escreveu a ONG em uma rede social.

O motorista permaneceu no local do acidente e foi submetido ao teste do bafômetro, que não indicou sinais de embriaguez, segundo a Polícia Militar. A ocorrência foi registrada na 2ª Delegacia de Polícia, e o jovem – que não teve identidade revelada – ainda não tinha prestado depoimento até a tarde deste domingo. O acidente aconteceu por volta de 14h30, em frente à Secretaria de Educação, perto da entrequadra 406/407 Norte. O velório do corpo está marcado para acontecer nesta segunda-feira (23), no Cemitério Campo da Paz, capela 5, em Brasília, das 8h às 11h.

Ameciclo
A morte do pernambucano também mobilizou a Associação Metropolitana de Ciclistas do Grande Recife (Ameciclo). "Estamos de luto. A carrocracia e sua sede de sangue levam mais um ser humano embora. A irresponsabilidade ao volante transforma o carro em arma e o poder público em cúmplice de cada um dos cerca de 50 mil homicídios que ocorrem TODO ANO no Brasil. É um avião que cai a cada dois dias.São milhares de famílias destroçadas.Raul tinha 23 anos e só queria chegar em casa. A violência no trânsito já é a principal causa de morte entre jovens no mundo. Precisamos falar SÉRIO sobre isso. Visão zero não pode ser apenas um verbete no sumário das políticas de mobilidade urbana. NÃO FOI ACIDENTE Raul Aragão, presente!", publicou a associação no Facebook.

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