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20/10/2017 às 12h57m - Atualizado em 20/10/2017 às 13h13m

Operação Lava-Jato: Polícia Federal prende Djalma Rodrigues de Souza, ex-gerente da Petrobras

Timbaubense preso foi citado na delação da UTC e Odebrecht. Ele foi apontado como um dos beneficiários de pagamento de propina de R$ 95 milhões em contratos de obras no Porto de Suape

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Informações: O Globo - Foto: Internet/Reprodução

Em duas frentes paralelas, a Polícia Federal (PF) saiu às ruas na manhã desta sexta-feira para novas ações da Lava-Jato e para prender o ex-gerente da área internacional da Petrobras Luiz Carlos Moreira da Silva por destruição de provas. No novo desmembramento da operação, a PF do Paraná investiu contra o pagamento de vantagens indevidas a executivos da Petrobras por meio do setor de Operações Estruturadas da Odebrecht — conhecido como "departamento de propina" da empreiteira. Segundo investigadores, o principal alvo é ex-executivo Djalma Rodrigues de Souza. Em outro caso, foi cumprido um mandado de prisão contra o ex-gerente da área internacional da estatal, por tentativa de destruição de provas e risco de fuga.

Djalma Rodrigues de Souza já foi citado na delação de Ricardo Pessoa, da UTC, e de funcionários da Odebrecht. Ele foi apontado por delatores da Odebrecht como um dos beneficiários de pagamento de propina de até R$ 95 milhões em contratos de obras da Petrobras no Porto de Suape.

Já o ex-gerente Luiz Carlos Moreira da Silva foi condenado a 12 anos de prisão pelo juiz Sergio Moro em sentença tornada pública nesta sexta-feira e que faz parte do processo que apura o pagamento de propina a políticos do PMDB e funcionários da Petrobras para a contratação da Samsung Heavy Industries para construir dois navios-sonda da Petrobras. Na mesma ação foram condenados os lobistas Bruno e Jorge Luz.

Em 15 de agosto, o Ministério Público Federal (MPF) havia pedido a prisão preventiva do ex-gerente da Petrobras por suspeita de destruição de provas. Segundo o despacho do juiz Sergio Moro, ele "apagou, seletivamente, mensagens de teor incriminatório e que se encontravam na caixa postal" de um endereço eletrônico. A fraude foi descoberta porque os e-mails estavam na caixa postal do destinatário, outro investigado na Lava-Jato.

"Conduta da espécie é equivalente a de destruição de documentos incriminatórios e constitui risco evidente à investigação ou instrução" de outros processos em que Silva é investigado, segundo Moro.

A investigação não conseguiu encontrar contas no exterior atribuídas a Silva. Segundo Moro, há outros indícios que ligam o ex-gerente da Petrobras ao esquema dos navios-sonda, principalmente o relato de vários delatores que o apontam como um dos responsáveis por organizar o pagamento da propina. Para o juiz, como o dinheiro não foi localizado, há risco de fuga.

"Os valores no exterior viabilizam não só a fuga, mas também que, no exterior, possa o condenado fruir do produto do crime com segurança", escreveu o juiz, na sentença desta sexta-feira.

PF CUMPRE 10 MANDADOS JUDICIAIS

No desmembramento da Lava-Jato, a Polícia Federal cumpre 10 mandados judiciais. Além de um mandado de prisão, ainda são cumpridos um mandado de condução coercitiva, quatro de busca e apreensão e três intimações com a imposição de outras três medidas cautelares. Quem autorizou foi o juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba. Um dos principais alvos é o o ex-executivo da Petrobras Djalma Rodrigues de Souza.

De acordo com nota da PF, "nas investigações até então realizadas, há indícios concretos de que um grupo de gerentes da Petrobras se uniu para beneficiar o grupo Odebrecht em contratações com a petroleira, mediante o pagamento de valores de forma dissimulada em contas de empresas offshores estabelecidas no exterior".

Os investigados responderão pela prática dos crimes de associação criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro.

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