16/10/2014 às 06h32m - Atualizado em 16/10/2014 às 13h40m

Baixos salários afastam os feras das licenciaturas

Para o diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo, somente com o pagamento de melhores salários o magistério se tornará atrativo no Brasil, sobretudo na rede

Ao contrário de países onde a carreira do magistério é concorrida e valorizada, no Brasil os docentes têm pouco a comemorar, hoje, no dia dedicado a eles, no que diz respeito a bons salários e boas condições de trabalho.

Ano passado, o vestibular da UFPE teve 3.825 candidatos interessados em concorrer a vagas em 23 licenciaturas. Número menor que o total de feras que desejaram entrar no curso de medicina, o mais disputado da universidade. Foram 4.229 candidatos sonhando com o jaleco de médico.

“O salário não estimula, assim como a carreira. A valorização docente tem que fazer parte dos planos estaduais e municipais de educação. Temos evasão alta na universidade, sobretudo nas licenciaturas”, diz a pró-reitora de Graduação da UFPE, Ana Cabral. As bolsas do Pibid (programa do Ministério da Educação para iniciação à docência), segundo ela, ajudam os futuros professores a conhecerem a realidade que vão enfrentar após formados.

Para o diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo, somente com o pagamento de melhores salários o magistério se tornará atrativo no Brasil. “Nossa categoria, sobretudo na rede pública, está envelhecendo e há pouca renovação. Para atrair a juventude, tem que pagar melhor ao professor. Se tivermos bons salários aliados às novas tecnologias, poderemos, quem sabe, conquistar os jovens para o magistério”, opina Heleno, que preside, em Pernambuco, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintepe).


As informações são do Blog do Fera/Jornal do Comércio

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