13/10/2014 às 07h39m - Atualizado em 14/10/2014 às 16h49m

Crise no setor sucroalcooleiro, uma pauta que liga Aécio a Eduardo

“O governo do PT desorganizou o setor sucroalcooleiro. E um dos meus primeiros compromissos será reerguê-lo para que, as usinas voltem a moer e o trabalhador volte a ter sua renda garantida”, afirm

Candidato tucano participou de ato em Sirinhaém

Entre os muitos pontos do discurso do então presidenciável Eduardo Campos (PSB) que o candidato do PSDB à sucessão nacional, Aécio Neves, buscou se aproximar nesse sábado, um está ligado a um tema que o socialista vinha batendo muito, como forma de se diferenciar do Governo Dilma Rousseff: a crise no setor sucroalcooleiro, tratado durante a sua passagem pelo município de Sirinhaém, na Mata Sul do Estado.

Em julho passado, durante agenda de campanha em Palmares, na mesma Mata Sul visitada pelo tucano nesse sábado (11), Eduardo Campos acusou o Governo Dilma de “matar o preço do álcool”.

“Até pouco tempo, no governo Lula, novas usinas abriam. Mas hoje, com a política errada na Petrobras, e todo mundo sabe, tem ouvido nos rádios, nas televisões, nos blogs, o que vem acontecendo na Petrobras, eles mataram o preço do álcool, que só é competitivo com uma diferença superior a 30% em relação ao preço da gasolina”, condenou o socialista.

Durante o seu discurso, nesse sábado, Aécio Neves bateu na mesma tecla. Aproveitando as deixas do prefeito Geraldo Julio e do senador eleito Fernando Bezerra Coelho, ele dirigiu “uma palavra final ao homem do campo, que vem sustentando com seu trabalho e seu suor o desenvolvimento deste país”.

“O governo do PT desorganizou o setor sucroalcooleiro brasileiro. E um dos meus primeiros compromissos será reerguê-lo para que os empregos voltem a ser gerados, as usinas voltem a moer e o povo trabalhador volta a ter sua renda garantida e sua dignidade preservada”, afirmou o tucano, bem na linha adotada por Eduardo em julho passado.

Para atacar os adversários, e colocar que eles têm apenas um “projeto de poder, ele usou um tema sensível à população: a inflação. “Aqui está o verdadeiro poder, nas mãos de cada trabalhador, de cada trabalhadora, de cada cidadão de bem, de cada dona de casa, que sabem que a inflação não pode estar voltando a perturbar a vida dos brasileiros”, acusou.

Assim como em outras agendas para o Estado, Aécio focou toda a sua passagem pelo Estado para elevar o ego dos nordestinos. Não é justo o que tentam aqueles que querem a todo custo se manter no poder, dividindo o Brasil entre nós e eles, dividindo as nossas regiões, criando inimizades entre os brasileiros. Não! Eu quero ser o presidente da integração nacional, da diminuição das diferenças e da aproximação dos brasileiros em torno de um só projeto de desenvolvimento”, destacou.

E disparou que desigualdade só se resolve de forma desigual. “Nós só vamos diminuir as imensas e vergonhosas desigualdades com as quais convivemos ainda no Brasil tratando os desiguais de forma desigual. Isso significa mais investimento no Nordeste. Mais oportunidade de geração de renda. Mais trabalho e mais desenvolvimento.”

E finalizou com uma mensagem direta aos nordestinos: “É claro que, se vencer as eleições, serei o presidente dos brasileiros, mas serei lembrado especialmente por ter sido o melhor presidente para o Nordeste brasileiro. É o Nordeste que precisa da ação e da mão forte do Estado.” Nada mais adequado para conquistar espaço numa região em que teve um rendimento bem mais baixo do que no resto do Brasil.


As infomações são do Blog da Folha
Foto: André Nery/Folha de Pernambuco

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