GB Bateiras

07/10/2017 às 08h12m - Atualizado em 07/10/2017 às 08h19m

Presidente da Câmara de São Lourenço da Mata é indiciado por Falsidade ideológica

O delegado Ricardo Silveira, afirmou que há indícios de um assessor do vereador Denis Alves, também teriam cometido os crimes para abrir empresas de material hospitalar.

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O presidente da Câmara Municipal de São Lourenço da Mata, Denis Alves (Podemos), foi indiciado pela Polícia Civil, acusado de falsidade ideológica e uso de documentos falsos. O delegado responsável pela investigação, Ricardo Silveira, afirmou que há indícios de que ele e um assessor, Antônio de Castro Pereira, também indiciado, teriam cometido os crimes para abrir empresas de material hospitalar. As informações são do Blog de Jamildo.

Segundo o delegado, uma das empresas, a Redemed, que atualmente usa o nome fantasia de Animed, tem como sócio Denis Bezerra Silva. Apesar do nome diferente, o delegado sustenta que há muitos indícios de que ele seria, na verdade, o presidente da Câmara de São Lourenço. Segundo o investigador, além da empresa ser registrada no endereço do vereador, a assinatura do sócio é semelhante à do parlamentar.

No caso de outra empresa, a Medical Vision, também atribuída a Denis Alves e ao assessor, chamou a atenção do delegado o fato de que, de acordo com ele, ela não estava registrada no nome de um nem de outro. Silveira não pediu a prisão do vereador e afirmou que não há motivos para isso. No caso do assessor, porém, afirmou que vai entrar com o requerimento na Justiça estadual, pois ele não foi encontrado para ser ouvido. De acordo com o delegado, na casa dele foi dito que ele viajou, mas que os familiares não saberiam para onde; no município, há o boato de que ele fugiu.

Denis Alves chegou a ser ouvido na delegacia. “Ele não ofereceu explicações convincentes. Disse que assinou documentos, mas não sabia da existência. Em algum momento ele fala que teria dado cópia do documento supostamente falsificado para o senhor Antônio (o assessor), que foi responsável por entrar na Jucepe”, afirmou o investigador.

Com o caso desde 2 de agosto, quando recebeu dos vereadores Antônio Manga (PSB) e Valdemar da Igreja (PSB) a denúncia, Silveira não chegou a investigar os contratos das empresas atribuídas ao presidente da Câmara. Ele afirmou que vai repassar as informações para a delegada Patrícia Domingos, da Delegacia de Crimes contra a Administração e Serviços Públicos (Decasp). “A alegação da peça inicial dizia que eles fariam contratos com empresas particulares e até com o poder público”, disse o delegado.

Domingos já investiga o prefeito de São Lourenço da Mata, Bruno Pereira (PTB), afastado do cargo por causa da apuração, na Operação Tupinambá. Pereira deixou a gestão há dez dias, sob suspeita de fraude em contratações da prefeitura provocada por uma denúncia justamente do presidente da Câmara.

Defesa
Em nota, Denis Alves negou as acusações da polícia. “Trata-se de uma perseguição política por parte dos 11 vereadores, que fazem parte da base governista do prefeito afastado Bruno Gomes. Já o seu ex-assessor parlamentar, Antônio Castro, não está foragido, encontra-se em viagem de trabalho, em Foz do Iguaçu”, afirmou.

“Denis também reitera que provará sua inocência, e se coloca à disposição da Justiça e da Polícia Civil para prestar todos os esclarecimentos necessários, muito embora não tenha sido notificado oficialmente. Denis sempre agiu dentro da lei, enquanto presidente do Poder Legislativo Municipal, quanto no meio empresarial, respeitando as regras do Regimento Interno da Câmara, como as Leis Penais, e esclarece não ter qualquer envolvimento com atitudes ilícitas. Após ser notificado oficialmente, o parlamentar realizará uma coletiva de imprensa para apresentar sua defesa.”

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