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07/10/2016 às 11h01m - Atualizado em 07/10/2016 às 13h01m

Hospital Geral de Camaragibe sofre por falta de médicos

Hospital Geral de Camaragibe sofre por falta de médicos

Da Folha de Pernambuco

O corpo médico do Hospital Geral de Camaragibe Aristeu Chaves (CEMEC-Centro) divulgou nesta quinta-feira (6) uma nota se queixando da demissão em massa ocorrida no órgão. Na última quarta (5) os funcionários do hospital protocolaram uma denúncia ao Conselho Regional de Medicina do Estado de Pernambuco (Cremepe) acerca da demissão de grande parte dos trabalhadores contratados.

De acordo com a carta aberta, a demissão resultou na diminuição de 80% dos quadros da unidade hospitalar. Profissionais do setor atribuem as demissões a uma possível retaliação do prefeito Jorge Alexandre (PSDB) pela derrota em sua tentativa de reeleição no município. A reportagem tentou contato com o prefeito, mas não obteve retorno.

Segundo a pediatra concursada Maurezí Silveira, a explicação dada pelo Executivo camaragibense teria sido a readequação do município à Lei de Responsabilidade Fiscal.


“O prefeito alega que é por causa da lei que ele reduziu os quadros. Creio que foi retaliação. Foram demitidos técnicos, recepcionistas, o pessoal da limpeza. Só ficaram os concursados”, falou. Informações repassadas por funcionários que não quiseram se identificar, dão conta de que o hospital só atenderá em regimes de “plantão restrito”, quando o atendimento é feito para pacientes com problemas de saúde de média gravidade ou risco de morte, e “plantão fechado”, quando só são atendidos pacientes com risco iminente de morte.

Segue nota dos funcionários do Hospital Geral de Camaragibe Aristeu Chaves:

“À população de Camaragibe


A assistência médica irá basicamente acabar em Camaragibe e não é pela inexistência de médicos dispostos a trabalhar! Mal se passaram as eleições e fomos desagradavelmente surpreendidos com a notícia de demissão de uma grande parte dos profissionais do hospital municipal Aristeu Chaves (Cemec Centro). Consequentemente, haverá uma drástica redução dos atendimentos médicos: os plantões na clínica diurnos ficarão restritos para atender apenas pacientes graves, os noturnos fechados para atender somente os muito graves, os plantões da pediatria estarão sempre fechados e só receberão as crianças gravíssimas.

Aqueles que necessitarem, mas não se encaixarem nessas categorias, terão que se deslocar para outro município em busca de assistência médica. Tal medida foi adotada de forma arbitrária e unilateral, sem o mínimo de diálogo e transparência da atual gestão municipal sob o argumento de que para equilibrar as contas do município seria necessário um corte de cerca de 80% no quadro de prestadores de serviço em todos os setores do município. Somado a isso há o temor de não pagamento dos salários relativos ao mês de setembro diante de toda a instabilidade verificada. Em respeito à população, que sempre é a mais prejudicada no final de tudo, externamos nossa perplexidade e revolta diante de todo ocorrido. Não compactuamos e jamais concordaremos com a forma antiética e desumana com a qual a saúde tem sido conduzida.

Atenciosamente,
Corpo médico do hospital Aristeu Chaves”

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