03/10/2014 às 09h36m

PESQUISA IPMN: Na corrida pelo Senado, Fernando dispara na frente

O candidato pelo PSB conseguiu aumentar sua vantagem em todas as regiões do Estado, inclusive no Recife

Na corrida pelo Senado, a última pesquisa do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau (IPMN) coloca o candidato a senador pela Frente Popular, Fernando Bezerra Coelho (PSB), bem mais à frente em relação ao seu adversário prioritário, o candidato João Paulo (PT). No levantamento, o socialista conseguiu abocanhar 35% da preferência do eleitorado, abrindo seis pontos percentuais de vantagem sobre o petista, que tem 29%. Em relação à pesquisa divulgada dia 25 de setembro, João Paulo se mantém nos 29% e FBC acelera o ritmo de crescimento, saltando de 32% para 35%.

No recorte por regiões, a pesquisa revela que João Paulo só está à frente de FBC no Recife, onde foi prefeito por duas vezes e tem um eleitorado histórico e cativo. Porém, a diferença não é muito em relação ao socialista, se tomar em conta que, no início da campanha Fernando, estava bem abaixo. O professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o cientista político Adriano Oliveira, um dos coordenadores da pesquisa, explica que o candidato socialista foi impulsionado no Recife pela força do eduardismo, que puxou Paulo Câmara (candidato ao governo pelo PSB) e pelo poder do prefeito Geraldo Julio (PSB).

"A eleição para o Senado está atrelada ao desempenho do candidato majoritário historiamente. O que se vê é que, apesar da força de João Paulo no Recife, Fernando está conseguindo reverter o quadro a seu favor. Para ter alguma chance de vitória, não basta o petista manter os votos já obtidos, como tem sido mostrado na série de pesquisa, mas aumentar a vantagem. É uma eleição acirrada, mas que pende no momento para o candidato socialista", explica Adriano.

METODOLOGIA - Registrada junto à Justiça Eleitoral sob o número PE/00035/2014, a pesquisa ouviu 2.480 pessoas. Os questionários são aplicados nas diversas regiões do Estado de Pernambuco, considerando como referência o quantitativo real de eleitores de voto dos referidos locais. "Por exemplo, que o Sertão tem 17% do eleitorado, vamos aplicar 17% dos questionários", explica Adriano Oliveira. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.


As informações são do Jornal do Comércio

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