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22/09/2016 às 15h18m - Atualizado em 22/09/2016 às 15h43m

Crise leva o trabalhador de volta às lavouras de cana

Pernambuco perdeu 68 mil postos de trabalho nos últimos 12 meses, antes as usinas enfrentavam dificuldades para contratar trabalhadores agora sobra mão-de-obra, diz Fetape

Pernambuco, que nos últimos anos se apresentava como um dos estados que mais geravam empregos em todo o País, perdeu 68 mil postos de trabalho nos últimos 12 meses e amarga atualmente a terceira maior taxa de desemprego do país. Se de primeiro, as usinas do setor sucroalcooleiro enfrentavam dificuldades para contratar trabalhadores para o período da safra agora sobra mão-de-obra.

"Há três anos, quando Suape (Complexo Industrial e Portuário de Suape) estava a todo o vapor, as usinas procuravam o sindicato para convocar gente pra moagem. Pediam pra anunciar nas rádio e colocavam até bicicletas de som circulando pelos municípios. Agora é o contrário. Tem um monte de gente batendo na porta dos sindicatos e das usinas para pedir emprego", "disse a assessora da área de Assalariados Rurais da Fetape, Ana Paula de Albuquerque, ao Jornal do Commercio.

Segundo o Sindicato das Indústrias do Açúcar e do Álçool de Pernambuco (Sindaçúcar-PE), a safra da cana-de-açúcar -que em Pernambuco começa em setembro e vai até fevereiro do ano seguinte – gera cerca de 70 mil empregos. O volume da mão-de-obra é alto em função da topografa da Zona da Mata, que dificulta a mecanização das plantações. Atualmente, o Estado possui quinze usinas em operação.

"Nos anos em que Suape estava em alta faltava gente para trabalhar no corte da cana, mas hoje a demanda de pessoal está bem maior do que a oferta de emprego. Um canavieiro recebe um salário de R$ 895 para uma jornada diária de oito horas ou pelo volume de três toneladas de cana cortada", observa Ana Paula.

Pernambuco 247

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