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25/08/2018 às 21h20m

MPPE denuncia técnicas de enfermagem por morte de menina de 1 ano

A família da menina prestou queixa na polícia contra as duas técnicas que não tiveram os nomes revelados. O inquérito foi parar no Ministério Público de Pernambuco, que denunciou as duas.

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O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) formulou uma denúncia contra duas técnicas de enfermagem pela morte de uma menina de 1 ano e sete meses, no Hospital Infantil do Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife. Maria Fernanda Lins Gama faleceu no dia 20 de novembro de 2017.

A denúncia, formulada nessa quarta-feira (22), foi por negligência e com inobservância de regra técnica. De acordo com o MPPE, segundo relatos no inquérito, Maria Fernanda apresentava febre e sinais de cansaço quando foi transferida para a unidade hospitalar, em 19 de novembro.

Ela tinha sido atendida no Pronto-Socorro de Gaibu, praia do município, onde foram levantadas as hipóteses de laringite aguda ou possibilidade de presença de um corpo estranho nas vias aéreas da garota. A criança morreu na manhã seguinte, ao que tudo indica, após receber injeção de adrenalina na veia, aplicada por negligência das técnicas de enfermagem.

Negligência

De acordo com as investigações após dar entrada no hospital, Maria Fernanda foi medicada com uma nebulização e outros remédios. Horas depois, uma técnica de enfermagem preparou medicações para vários pacientes. Dentre elas estava a inserção de adrenalina para a criança, que teria de ser colocada na nebulização.

A técnica acabou deixando a medicação em uma mesa e teria ido ao banheiro. Foi então que uma segunda técnica de enfermagem, que estaria apressada para largar do plantão e já sem fardamento da unidade e sem luvas, pegou a adrenalina e sem conferir a prescrição acabou injetando o medicamento na veia de Maria Fernanda, que de imediato começou a passar mal. A menina ainda foi levada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da unidade, mas não resistiu e acabou morrendo.

Direção

O diretor do hospital não quis gravar entrevista, mas informou que uma das profissionais envolvidas no caso permanece trabalhando na unidade. A família da menina prestou queixa na polícia contra as duas técnicas que não tiveram os nomes revelados. O inquérito foi parar no Ministério Público de Pernambuco, que denunciou as duas. Para a promotora responsável, Cláudia Magalhães, houve negligência por parte das profissionais. Ela ainda informou que as técnicas poderão responder a processo criminal, caso a justiça aceite a denúncia.

Resposta

Ao contrário do que disse o diretor do hospital, a Secretaria de Saúde do Cabo de Santo Agostinho disse que as duas funcionárias foram afastadas do trabalho, na época do incidente. A prefeitura disse também que instaurou um inquérito administrativo para apurar o caso, além de acompanhar o andamento na justiça.

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