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20/08/2018 às 21h00m - Atualizado em 21/08/2018 às 08h13m

Campanha de vacinação contra sarampo e poliomielite imuniza 60% das crianças em Pernambuco

Segundo Secretaria de Saúde do estado, ainda é preciso vacinar cerca de 217 mil entre 1 e menores de 5 anos. Dois casos de sarampo já foram confirmados no Recife.

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Pernambuco vacinou 60% das crianças entre 1 e menores de 5 anos contra sarampo e poliomielite, após o Dia D de vacinação contra as duas doenças, realizado no sábado (18). O balanço da Secretaria de Saúde do estado foi divulgado nesta segunda-feira (20).

A meta da campanha nacional, que se encerra no dia 31 de agosto, é de imunizar, no mínimo, 95% da população dessa faixa etária, o que representa um total de 544.180 crianças em Pernambuco. Ainda é preciso vacinar cerca de 217 mil.

Em todo o estado, 60,01% das crianças foram vacinadas contra poliomelite e 60,11% contra o sarampo. Os postos de saúde seguem aplicando.

Os pais e responsáveis que ainda não imunizaram as crianças contra as duas doenças podem comparecer a um posto de saúde com a caderneta de imunização dos pequenos. Com isso, o profissional de saúde tem condições de avaliar a melhor forma de planejar o esquema de imunização.

Na sexta-feira (17), a Secretaria de Saúde confirmou dois casos de sarampo no Recife, os primeiros casos registrados no estado desde 2014. Os pacientes são um homem de 27 anos e sua sobrinha, de dois anos.

Durante a campanha, são aplicadas a vacina inativada da poliomielite e a vacina oral da poliomielite. Segundo a secretaria, se a criança tomou a tríplice viral recentemente, a dose da campanha só deve ser feita 30 dias depois da aplicação.

O município de Terezinha, no Agreste do estado, foi a primeira cidade a superar a meta de imunização em Pernambuco e já registra 98,62% imunizados para poliomielite e 99,31% imunizados para sarampo.

Sarampo

É uma doença infecciosa exantemática aguda, transmissível e extremamente contagiosa, acomete principalmente crianças com até 5 anos e pode provocar morte.

A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, por meio de secreções respiratórias, no período de quatro a seis dias antes do aparecimento do exantema (mancha avermelhada na pele) e até quatro dias após.

Entre os sintomas da doença estão febre alta, acima de 38,5°C, manchas avermelhadas (exantema) generalizadas pelo corpo, tosse, coriza, conjuntivite e manchas de Koplik (pequenos pontos brancos que aparecem na mucosa bucal, antecedendo ao exantema). As complicações mais comuns são pneumonia, otite, doenças diarreicas e neurológicas.

Para evitar o sarampo, a indicação é utilizar a vacina tríplice viral, que ainda protege contra a rubéola e a caxumba. Na rotina, a tríplice deve ser aplicada em crianças com 12 meses, com um reforço aos 15 meses com a tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela).

Para crianças acima de 2 anos e jovens e adultos até os 29 anos, não vacinados anteriormente ou que não se lembram, devem ser feitas 2 doses da tríplice viral, com intervalo de 30 dias entre elas. Adultos entre 30 e 49 anos (não imunizados ou que não lembram) devem tomar uma dose da tríplice.

Poliomelite

Doença infectocontagiosa viral aguda, caracterizada por um quadro de paralisia flácida, de início súbito. Acomete em geral os membros inferiores, de forma assimétrica, tendo como principais características a flacidez muscular, com sensibilidade preservada, e falta de reflexo no segmento atingido.

A transmissão ocorre por contato direto pessoa a pessoa, pela via fecal-oral (mais frequentemente), por objetos, alimentos e água contaminados com fezes de doentes ou portadores, ou pela via oral-oral, através de gotículas de secreções da orofaringe (ao falar, tossir ou espirrar).

O esquema do Calendário Nacional de Vacinação é composto por três doses da vacina inativada da poliomielite (VIP), administradas aos dois, quatro e seis meses, sendo necessários dois reforços com a vacina oral da poliomielite (VOP) aos 15 meses e aos 4 anos de idade, além das doses ministradas durante as campanhas.

Segundo a Secretaria de Saúde de Pernambuco, os últimos registros de poliomielite no estado foram registrados em 1988. Na época, houve uma morte. Em 1980, o estado chegou a ter 111 casos, com 13 óbitos.

Informações G1 PE

 

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