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17/08/2018 às 10h22m - Atualizado em 19/08/2018 às 11h33m

Pernambuco teve redução de 20% na renda média per capita real

Em quatro anos, Pernambuco foi o Estado que apresentou a maior redução entre os Estados

dinheiro

A crise reduziu a renda média real per capita em 22 Estados entre março de 2014 e março de 2018. Em Pernambuco, a queda foi de 20,3%, a maior registrada. No País, houve baixa de 4,5%. O levantamento foi realizado pela LCA Consultores.

O estudo levou em conta a massa de rendimentos e a quantidade total da população. Outros Estados bastante afetados foram Alagoas e Sergipe, que sofreram redução de 19% na renda média per capita real. O Nordeste foi o mais afetado entre as regiões do País. De 2014 a 2018, a renda passou de R$ R$ 607 a R$ 549, uma baixa de 9,5%. Em segundo lugar, está o Norte (-5,9%).

“No Nordeste, há dois fatores pontuais e, infelizmente, muito negativos. O primeiro é a limitação da capacidade de investimento do setor público, por causa da situação fiscal do governo e do Estado. A região também tem uma economia menos dinâmica, onde pesa bastante a questão de passar por uma das maiores secas da história”, comenta o economista da LCA Consultores, Cosmo Donato.

Ele ressalta que em regiões como o Centro-Oeste, onde a população é pequena, a expansão da renda da agropecuária ajudou a compensar o efeito direto da crise. Por isso, lá, houve queda da renda média per capita real de 0,6% apenas. Já no Sul e Sudeste, o dinamismo da economia ajudou. Nestas regiões, a queda foi de 4,7% e de 2,9%, respectivamente.
Por outro lado, Estados que apresentaram o maior aumento na renda foram Mato Grosso (8%), Rondônia (4%) e Paraíba (3,1%).

INFLAÇÃO

Os dados da Pnad Contínua divulgados ontem apontam que permaneceu estável, no País, o rendimento médio real de todos os trabalhos, recebidos mensalmente por pessoas de 14 anos ou mais de idade, no 2º trimestre deste ano. O valor estimado é de R$ 2.198. Em Pernambuco, o rendimento registrado de R$ 1.706 no mesmo período também estabilizou. “No início da crise houve perda de renda. Nos últimos anos, houve recuperação porque a inflação caiu. Como o salário, geralmente, é negociado com base na inflação do ano anterior, a renda real aumentou”, aponta o pesquisador do Ibre FGV e do IDados. De 2015 para 2016, a inflação passou de 10,6% para 6,9%, por exemplo. Em 2017, foi para 3,95%.

Do JC Online

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