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15/08/2016 às 09h56m

Sofrimento com a seca não é exclusividade do Sertão em Pernambuco

Os 71 municípios do Agreste pernambucano enfrentam os efeitos da seca severa, considerada a pior dos últimos 50 anos. Há 1,8 milhão de pessoas atingidas.

A busca pela água não é tarefa exclusiva dos sertanejos. Os 71 municípios do Agreste pernambucano enfrentam os efeitos da seca severa, considerada a pior dos últimos 50 anos. Há 1,8 milhão de pessoas atingidas, o equivalente a um quarto de toda a população do Estado. Sem chuvas, as principais barragens secaram ou se aproximam disso.

A Folha de Pernambuco percorreu mais de 400 km, visitando o centro e as comunidades rurais das cidades de Surubim, Cumaru, Belo Jardim, Pesqueira e Poção. Em todas elas, a escassez que deixa a terra rachada também extermina plantações e priva pessoas do direito a um bem vital. Tomar banho ou lavar roupas é luxo.

A prosperidade desapareceu no entorno das barragens de Jucazinho, Pedro Moura, Bitury e Pão de Açúcar. A necessidade criou um circuito de compra e venda de água, onde quem tem dinheiro acaba levando a melhor. Se já não bastassem os problemas, o consumo sem tratamento é uma ameaça para doenças e pode levar à morte. O poder público assegura melhorias, mas para 2017. Já especialistas apontam a repetição de erros do passado.

As barragens secaram. Sobraram a terra rachada, prejuízos e sofrimento. Entre os quatro reservatórios vistos, Jucazinho, em Surubim, a 123 km do Recife, o mais importante deles e responsável pelo abastecimento de 11 cidades do Agreste, exibe o pior quadro. Dos 327 milhões de litros água restam apenas 632 mil, menos de 1% da sua capacidade de armazenamento. O paredão de 64 metros de altura da represa está exposto. Da extensão de 442 km da área inundada, o que restou da água da bacia do Capibaribe divide espaço com uma grossa camada de lama.

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