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13/08/2018 às 15h27m - Atualizado em 13/08/2018 às 17h55m

Heineken ameaça fechar duas fábricas em Pernambuco

Caso decida encerrar as atividades, 1,3 mil vagas de emprego podem ser fechadas

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A gigante do ramo de cervejaria Heineken estuda a possibilidade de fechar duas unidades da fábrica em Pernambuco, de acordo com a vice-presidente de assuntos corporativos da empresa, Nelci Tropardi, em entrevista ao Jornal Valor Econômico. A medida pode ser tomada devido a processos judiciais complexos adquiridos pela organização após a compra da Brasil Kirin, dona da Schin, em 2017, ano em dobrou de tamanho. Com isso, a multinacional pode fechar cerca de 1.300 postos de trabalhos em razão do acúmulo de “perda de R$ 90 milhões no último ano”.

Com a aquisição de 12 fábricas, a companhia holandesa elevou a capacidade de produção de 20 milhões a 50 milhões de hectolitros. As outras unidades da Heineken, que somam 15 no País, não teriam condições de suprir a produção das duas unidades de Pernambuco. O governo do Estado prefere não se pronunciar sobre o assunto por se tratar de questões judiciais.

A companhia disse que seus preços foram tabelados em níveis “absurdamente baixos”, que não cobrem nem os gastos com tributos, o que faz com que a empresa esteja “amarrada” à decisão judicial. Caso decida pelo fechamento das fábricas, a Heineken terá uma economia de R$ 10 milhões por mês.

Heineken compra participação em cervejaria da China

Enquanto diz apresentar dificuldades financeiras no País, a multinacional anunciou a participação na China Resources Beer, a marca de cerveja mais vendida na China, na ordem de US$ 3,1 bilhões no início de agosto. Essa é uma tentativa de desafiar a posição da Anheuser-Busch InBev como a maior fabricante do mercado estrangeiro do mundo.

Com a compra, a holandesa terá uma participação de 40% da China Resources Beer Holdings, fabricante da Snow.

Com informações do Valor Econômico e O Globo

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