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06/08/2016 às 10h26m - Atualizado em 07/08/2016 às 20h31m

Olimpíada arretada: Jogos do Rio têm maior delegação pernambucana com Yane em destaque

Sertaneja de Afogados da Ingazeira brilha como porta-bandeira do país.

Yane foi escolhida porta-bandeira em votação popular. Venceu Serginho, do vôlei, e Robert Scheidt, da vela. (As informações são do site Super Esportes)

Quando Yane Marques entrou no estádio do Maracanã, com a bandeira do Brasil à mão, o já famoso orgulho pernambucano se “amostrou” ainda mais. Coube à filha de Afogados da Ingazeira a missão de puxar a fila dos atletas brasileiros que desfilaram na abertura da Olimpíada Rio-2016, representando a maior delegação do país em todos os tempos. Pernambuco acompanha o momento histórico. Ao todo, 16 atletas do estado defendem o Brasil, o dobro de representantes de Pequim-2008, o maior número até então.

Em 2003, quando começou a competir naquele esporte que mal conhecia, “um tal de” pentatlo moderno, Yane Marques não imaginava onde poderia chegar. Quando o Brasil foi escolhido sede dos Jogos Olímpicos, em 2009, ela caminhava para a consolidação na vida esportiva, com a disputa de um Pan-Americano, no Rio, em 2007, e da Olimpíada de Pequim, em 2008. Mas ainda viveria muito mais. Em Londres-2012, surpreendeu os desavisados, que não sabiam sequer que uma brasileira disputava o pentatlo moderno. A medalha de bronze comoveu o país. E fez tudo mudar.

Tanto que Yane Marques foi escolhida porta-bandeira do Brasil em votação popular. Venceu outros dois símbolos esportivos do país, Serginho, do vôlei, e Robert Scheidt, da vela. O reconhecimento que compensa a dedicação, o sofrimento, as privações. “Ser atleta no Brasil não fácil”. Pensamento que que certamente vai passar na cabeça, pelo menos por algum momento, dos atletas brasileiros entrando no Maracanã.

Keila Costa, Érica Sena, Cisiane Dutra, Wagner Domingos, Joanna Maranhão, Etiene Medeiros, Felipe Nascimento, Teliana Pereira, Cláudia Teles, Amanda Araújo, Samira Rocha, Jaqueline, Dani Lins, Bárbara. Até mesmo Stéphane Verhlé-Smith, que aqui nasceu e com seis meses foi embora e nunca teve a oportunidade de voltar. Pernambucanos que também pedem licença para mostrar “a cara e a coragem”. Quanta coragem. Cada um ao seu jeito, no seu esporte.

Dizem que todo atleta é um herói. Ao menos no imaginário do público. Uma representação do perfeito, do que supera os limites. Alguém real que faz coisas irreais. Foi assim que o Barão de Coubertin imaginou o renascimento dos Jogos Olímpicos. Ele acreditava no poder da educação pelo esporte, no qual atleta é o exemplo a ser seguido. Brasil e Pernambuco têm os seus heróis, que, ao fim desta histórica Olimpíada, terão deixado o seu exemplo. Que cada um de nós saiba aprender com eles.

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