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03/08/2016 às 07h39m - Atualizado em 03/08/2016 às 09h14m

Em Pernambuco, Operação Lava Jato cumpre mandados de busca e de condução coercitiva

Principal alvo da 33ª fase da ação da Polícia Federal é a Queiroz Galvão. Nome da pessoa que prestou depoimento no Recife não foi informado.

A informações são do G1 PE - Foto: Aldo Carneiro/ Pernambuco Press

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (2), a 33ª etapa da Operação Lava Jato. Em Pernambuco, a ação, denominada ‘Resta Um’, teve como objetivo o cumprimento de um mandado de busca e apreensão e um de condução coercitiva, quando a pessoa é levada para prestar depoimento e, em seguida, é liberada.

As ações aconteceram no bairro de Santana, na Zona Norte do Recife, na casa do engenheiro e empresário André Pereira, de 64 anos. Ele já chegou à sede da da PF, no Centro da capital pernambucana, e no momento presta depoimento. Ele está acompanhado pelo advogado, que não quis falar com a imprensa.

O principal alvo dessa etapa da Lava Jato é a construtora Queiroz Galvão. A investigação tem como objetivo apurar ilegalidades na construção da Refinaria Abreu e Lima, no Complexo de Suape, no Grande Recife. André Pereira tem ligação com a empreiteira.

Na casa do empresário que foi alvo da condução coercitiva, os agentes federais apreenderam um celular, uma pasta com documentos, um notebook, um tablet, cinco pen drives e um HD. Os dois mandados foram realizados às 7h. Todo o material será enviado para o Paraná, que concentra as investigações da Lava Jato.

Ao todo, a PF cumpre 32 mandados no país. Além de Pernambuco, houve ações em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Goiás e Minas Gerais. O ex-presidente da construtora, Ildefonso Colares Filho, e o ex-diretor Othon Zanoide de Moraes Filho foram presos preventivamente no Rio de Janeiro.

Não há prazo para que sejam liberados. Há ainda um mandado de prisão temporária (por cinco dias) para Marcos Pereira Reis, ligado ao consórcio Quip. Segundo a PF, ele está no exterior. As investigações foram deflagradas para apurar suspeitas de formação de cartel com outras empreiteiras. O grupo teria fraudado licitações da Petrobras, gerando prejuízos ao erário público e gerando lucros a empresas privadas.

A propina teria sido paga a funcionários do alto escalão da estatal, em valores que já se aproximam a R$ 10 milhões. Além de Suape, haveria relação com contratos da empreiteira no Complexo Petroquímico do Rio, Refinaria Vale do Paraíba, Refinaria Landulpho Alves e Refinaria Duque de Caxias.

O nome “Resta Um” é uma referência à investigação da última das maiores empresas identificadas como parte integrante da chamada “Regra do Jogo” em que empreiteiras formaram um cartel visando burlar as regras de contratação por parte da Petrobras.

Resposta
A construtora Queiroz Galvão informou, por meio de nota, que a Polícia Federal realizou uma operação de busca e apreensão em algumas de suas unidades. Alguns ex-executivos e colaboradores foram alvos de medidas cautelares. A empresa garantiu que está cooperando com as autoridades e franqueando acesso às informações solicitadas.

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