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13/07/2018 às 16h23m - Atualizado em 13/07/2018 às 17h34m

Produção industrial em Pernambuco tem queda de 8,1%, aponta IBGE

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a greve dos caminhoneiros foi o principal motivo.

industria

A produção industrial em Pernambuco sofreu uma redução de 8,1% no mês de maio deste ano. A queda foi consequência da greve dos caminhoneiros, que ocorreu em maio e atingiu diversos setores da cadeia produtiva, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou os dados nesta quarta-feira (11).

"O crescimento já não vinha tão forte e a paralisação foi muito intensa. As matérias-primas não chegavam às indústrias, as mercadorias não eram distribuídas e os funcionários tinham dificuldades para chegar aos postos de trabalho. O fluxo de caixa das empresas foi muito prejudicado", afirmou Maurício Laranjeira, gerente de desenvolvimento empresarial e assessor da presidência da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe).

De acordo com o gestor, os números de junho ainda devem registrar queda na produção. "Os efeitos da greve foram prolongados", explicou. Para Laranjeira, a situação deve se estender até o fim do período das eleições, já que, na opinião dele, os investimentos tendem a permanecer escassos até a definição do cenário eleitoral no país.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Antônio Mário, outros fatores ajudam a explicar a queda.

"Pernambuco ficou abaixo da média do Nordeste, que foi de -10%, e da média nacional. O fato retrata a tendência que era apontada por analistas financeiros com o agravamento da crise econômica que assola o país, aliado aos efeitos da greve dos caminhoneiros. O cenário negativo do Brasil, bem como a guerra comercial iniciada pelos Estados Unidos, têm criado instabilidade no mundo inteiro", afirmou.

Dados nacionais

No cálculo geral, o IBGE apontou uma queda média de 10,9% das atividades industriais nos 15 locais que participaram do estudo, referente ao mês de maio deste ano. Somente o Pará registrou desempenho positivo no período, com um crescimento de 9,2%.

O estado do Mato Grosso foi o que registrou a redução mais acentuada, com 24,1%. Amazonas, Ceará, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Goiás também participaram do levantamento.

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