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11/07/2017 às 08h12m

Segundo corpo é achado em prédio que desabou em Garanhuns

Edval Soares Silva foi retirado morto debaixo de uma laje, que teve de ser quebrada. Antes, equipe tinha achado o corpo de Antonio Arcoverde

desabamento

Foto: Internet/Reprodução

Foi encontrada, no início da noite, a segunda e última vítima fatal do prédio que desabou em Garanhuns, no Agreste pernambucano, na manhã desta segunda-feira (10). Um homem identificado como Edval Soares Silva foi retirado morto debaixo de uma laje, que teve de ser quebrada pelos bombeiros para possibilitar o resgate. Antes, a equipe tinha achado o corpo de Antonio Arcoverde, 27 anos.

Segundo os bombeiros, Edval estava no térreo do prédio durante o desmoronamento. Ele tinha saído de casa, mas voltou para pegar um documento. A esposa da vítima estava presente no momento do resgate e ficou muito abalada.

Antonio era marido da mulher e pai da bebê recém-nascida que foram resgatadas com vida do prédio ainda pela manhã. Genicélia Cardozo e a criança foram levadas para o Hospital Dom Moura, também em Garanhuns. Elas já receberam alta e passam bem. Antonio e Genicélia eram casados desde 2012 e viviam no segundo andar do edifício. A filha do casal havia nascido há 20 dias.

Uma campanha de arrecadação de doações para a família chegou a circular nas redes sociais e muitas pessoas levaram leite, fraldas e outros produtos para um café em Garanhuns. A família de Genicélia foi ao local e afirmou à reportagem que o pedido não partiu deles e tudo que foi arrecadado será passado para outras pessoas que precisam.

Uma equipe formada por Bombeiros, Samu e Defesa Civil trabalharam no resgate das duas vítimas desde o início da manhã. Por volta das 16h, o Exército chegou ao local do acidente para montar uma estrutura de apoio. O local estava com acesso difícil por conta dos escombros e, às 17h30, já tinha escurecido na cidade.

Risco conhecido

O acidente ocorreu por volta das 6h desta segunda em um dos três prédios que formam um conjunto residencial, localizado na rua Capitão João Paes, no bairro Aluísio Pinto. Cada edifício tem três pisos, com dois apartamentos cada um. Seis famílias moravam no local. Antes de cair, testemunhas disseram que a estrutura chegou a balançar.

Um vídeo entregue à reportagem por Beroaldo Borges, vizinho do prédio que desabou, mostra o início do trabalho do Corpo de Bombeiros (veja acima). Ainda havia gente andando por cima dos escombros. Pessoas pediam que outras fizessem silêncio para facilitar as busca, pois pensavam que as vítimas poderiam gritar por socorro.

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (Crea-PE) está apurando os dados técnicos do prédio que desabou. Sabe-se que a construção começou em 2008 e que, no mesmo ano, aconteceu um sinistro por causa de um desabamento.

De acordo com a Defesa Civil do município, a Polícia Civil já foi acionada e, nesta terça-feira (11), deve começar o trabalho da perícia. Os peritos vão buscar evidências para esclarecer o que motivou o colapso da estrutura. A Prefeitura de Garanhuns informou que os dois outros prédios do residencial estão interditado para vistorias.

Na ocasião, a obra chegou a ser autuada por estar sendo conduzida sem um responsável técnico. Ainda não se sabe se a construção foi concluída com o acompanhamento de um engenheiro, como determina a legislação.

Com informações de Paulo Trigueiro/Portal Folha PE

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