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08/07/2019 às 05h11m - Atualizado em 08/07/2019 às 18h34m

Amigos e parentes de professor assassinado fazem ato em Pombos

Vestindo branco, manifestantes pediram o esclarecimento da morte do professor e ativista Sandro Cipriano, cujo corpo foi encontrado com marcas de tortura

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Familiares, alunos e amigos do professor Sandro Cipriano, encontrado morto no dia 29 de junho, em Pombos, na Mata Norte de Pernambuco, fizeram uma manifestação neste domingo (7) para cobrar o esclarecimento do caso. Vestindo camisas brancas e segurando cartazes, o grupo de manifestantes saiu em passeata pelo Centro da cidade com apoio de um carro de som. Além de pedir a celeridade nas investigações, os manifestantes também clamaram por paz e justiça.

Sandro, de 35 anos, era militante dos direitos sociais, ativista LGBT, atuava como docente e diretor do Serviço de Tecnologia Alternativa (Serta), em Glória do Goitá, e fazia parte do conselho diretor da Associação Brasileira de ONGs. Reconhecido como grande liderança e profissional dedicado , o professor havia desaparecido dois dias antes de seu corpo ter sido achado.

Ele foi visto pela última vez com dois homens na casa em que morava, em Pombos. Vários objetos foram roubados da residência, onde também foram encontradas manchas de sangue. O carro dele também foi levado.

O corpo de Sandro tinha sinais de tortura e o cadáver apresentava uma perfuração de arma de fogo na cabeça, vários ferimentos de faca e estava sem os olhos. Amigos e alunos da vítima foram até ao Recife no dia 1º de julho para protestar no plenário da Assembleia Legislativa de Pernambuco. A Polícia Civil instaurou inquérito, mas ninguém foi preso.

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