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01/07/2018 às 09h43m - Atualizado em 01/07/2018 às 10h13m

Rapaz mata namorada, carrega o corpo em tambor de lavagem para porcos e enterra no Sertão da Paraíba

De acordo com a polícia, com ajuda do tio, o suspeito conseguiu levar o corpo numa carroça e enterrou numa cova rasa no sítio da família. Os acusados pelo crime foram presos.

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Um crime praticado com requintes de crueldade foi registrado na cidade de Patos, no Alto Sertão do Estado. De acordo com a polícia,  um rapaz trouxe a namorada de Campina Grande para morar em Patos e alugou um apartamento no Bairro do São Sebastião.

De acordo com a polícia, o casal teve uma discussão e num ataque de fúria matou a namorada com o golpe de gravata. Depois com ajuda do tio, ele conseguiu levar o corpo numa carroça de jumento dentro de um tambor com resto de comida "lavagem" para porcos e enterrou numa cova rasa no sítio da família na zona rural de Patos.

A polícia iniciou as investigações e buscas, o corpo de Valéria Ribeiro foi encontrado em avançado estado de decomposição no Sítio Martins. Os acusados pelo crime foram presos e indiciados pela Polícia Civil.

Segundo o delegado George Wellington, Valéria foi morta pelo companheiro, Kelvin, natural de Campina Grande, depois de uma discussão iniciada na segunda-feira onde a vítima teria tentado agredir seu companheiro e, em ação dele por meio de uma gravata, a mulher acabou morrendo. Após matar a companheira por enforcamento, Kelvin ocultou o cadáver juntamente com o seu tio Alan em uma área afastada da zona urbana, onde o corpo dela foi enterrado.

“Durante a discussão, Valéria foi ao encontro de Kelvin para desferir um tapa no rosto do mesmo, ocasião em que o mesmo se esquivou, agarrou ela por trás e deu a famosa ‘gravata’ na companheira e, segundo ele, ele usou excesso da força em razão da raiva que ficou pelo calor da discussão. Somente com um golpe Valéria desfaleceu”, contou o delegado após depoimento de Kelvin na delegacia de polícia civil nesta noite de sexta.

Em uma ação da polícia, Kelvin acabou sendo preso e confessou a autoria do crime de feminicídio, onde, em seguida, apontou o local onde o cadáver se encontrava. Ele também revelou que o seu tio foi quem protagonizou a ocultação do cadáver sugerindo o local, emprestando a carroça de burro e um tonel para que o corpo de Valéria fosse retirado de dentro do apartamento onde o casal residia, próximo a ponte do Juá Doce.

Ainda de acordo com informações de George Wellington, a polícia começou a desconfiar da autoria do crime, pois, o casal tem uma filha de 05 anos de idade e que não é natural uma mãe ir embora e deixar um filho para trás.

“A polícia já desconfiava que Valéria poderia ter sido assassinada pelo mesmo até pelas contradições pelas quais o Kelvin versou. Então a partir daí, nós diligenciamos no sentido de com o que o Ministério Público e o Poder Judiciário compreenderam o pleito da polícia judiciária”, disse o delegado.

A Polícia Civil de Campina Grande foi quem recebeu a denúncia do desaparecimento de Valéria Ribeiro, na quarta, por volta das 12h, pelos seus familiares.  O delegado ainda informou que apesar de ter dito que teria se arrependido do crime, kelvin, que trabalhava em uma empresa de instalação de internet, se mostrou uma pessoa fria.

O local onde o corpo de Valéria foi localizado é distante 6km da localidade onde a mãe do acusado reside, no Sítio Mucambo do Meio, zona rural de Patos.

A polícia também está investigando se houve, no crime, a participação a amante de kelvin, uma vez que ele deixou a filha de cinco anos de idade sob os cuidados da mulher. Ela chegou a dá depoimento nesta sexta na delegacia, mas, foi liberada, uma vez que contribuiu para o desfecho desse caso e se mostrou desconhecedora dos crimes. Porém, a polícia a coloca na situação de suspeita.

 “A Karine foi ouvida aqui na delegacia na tarde de hoje e revelou toda a verdade dos fatos que e que colaborou, sobremaneira, para a elucidação do caso... a princípio, ela está sendo investigada na condição de apenas suspeita”, afirmou.

Alan foi indiciado pela participação na ocultação do cadáver. Segundo delegado George Wellington, a pena prevista é de um a três anos de prisão. No caso de Kelvin, ele responderá pelo crime de feminicídio agravado devido à ocultação, com pena máxima de até trinta anos de prisão. O corpo de Valéria foi enviado para o IML de Campina Grande.

Informações: Portal Paraíba.Com 

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