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27/06/2019 às 14h35m - Atualizado em 28/06/2019 às 05h13m

Polícia desmonta organização que usava grávidas e crianças no tráfico no Agreste de Pernambuco

Operação prendeu 14 pessoas e descobriu que centro de operações da quadrilha ficava dentro do Presídio de Pesqueira, onde já líder estava preso

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Uma operação da Polícia Civil deflagrada nesta quarta-feira (26) em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco, cumpriu 14 mandados de prisão e cinco de busca e apreensão contra integrantes de uma organização criminosa suspeita de tráfico de drogas e assassinatos na região. Na tentativa de não chamar a atenção da polícia, o grupo usava mulheres gestantes e crianças para fazer a entrega dos entorpecentes.

O efetivo envolvido na ação também apreendeu cerca de 30 quilos de maconha, três de cocaína e 500 gramas de crack, além de duas armas e munições. No curso das investigações, um triplo homicídio foi evitado na cidade de Lajedo, também no Agreste.

De acordo com a polícia, as investigações da Operação Rota 423 começaram em julho de 2018. Antes do início da ação, outras 19 pessoas já haviam sido presas. Os alvos dos mandados cumpridos nesta quarta foram identificados como Antônio Lopes de Lima, que seria um dos líderes da organização e já está preso, Sandro Rogério Souto de Barros, que também já está no sistema prisional, Jefferson de Carvalho Bento da Silva, Edilene Ferreira Gomes, Rodrigo Tenório Alves, José Sérgio Lima da Silva Junior, Alexsando da Silva, Barbara Daniele dos Santos Nunes, Maria Andreina Araújo da Silva, Pâmela Victória dos Santos Nunes, José Olívio Xavier da Silva, Claudio Ferreira Brito, Renato da Silva Serafim e Jones Fernando da Rocha.

De acordo com o delegado Flávio Pessoa, titular da Delegacia de Repressão ao Narcotráfico de Garanhuns, as investigações que culminaram com as prisões foram iniciadas depois da apreensão de um adolescente com uma grande quantidade de drogas em Garanhuns.

“A partir dele, começamos a buscar qual era a origem dessa droga e chegamos à informação de que todo o centro de comando da organização ficava dentro do Presídio de Pesqueira”, explica. “A partir de lá, eles davam a ordem para os fornecedores e traficavam livremente pela região, detalha. O cabeça da organização era Antônio Lopes de Lima, que mesmo preso comandava as atividades da quadrilha.

Do Portal OP9

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