27/06/2014 às 15h09m

Uma valiosa ajuda para casais

Imip oferece tratamento de reprodução assistida de graça

Uma espera de dois anos. Esse é o tempo médio que as mulheres pernambucanas têm aguardado para realizarem o sonho de gestarem filhos com ajuda da reprodução assistida gratuitamente. Na saúde pública do Estado, apenas o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip) faz os procedimentos de inseminação artificial e fertilização in vitro. O serviço que completa dez anos em 2014, tem muito o que comemorar, mas necessita de mais aportes financeiros para diminuir a fila de pessoas a procura de ajuda. Mais de 200 casais estão cadastrados esperando o tratamento de fertilidade. Hoje as restrições orçamentarias do do Governo Federal na questão da concepção são um complicador importante ao avanço da técnica entre pessoas inférteis.

“A infertilidade faz parte o código nacional de doenças e por isso deveria ser amparada pelo SUS e pelos planos de saúde”, pontuou a chefe do Serviço de Reprodução Humana Assistida do Imip, Madalena Caldas. Segundo a gestora, o departamento sobrevive há todos esses anos de investimentos próprios e também de pequenos aportes da Secretaria Estadual de Saúde (SES), já que portarias que liberaram recursos fixos para o segmento não avançaram. Ela destacou que o Imip com os montantes próprios só faz entre seis e oito procedimentos por mês. E tem restringido bastante o perfil do usuário para poder dar conta das necessidades de pacientes que mais precisam e tem maiores chances ter sucesso no tratamento.

Na rede pública, os procedimentos custam em média R$ 8 mil, mas nos laboratórios privados - que estão em expansão - o custo sobe para R$ 15 mil cada tentativa. O perfil de pacientes que procuram o serviço no Imip é o mais diverso, mas as demandas sem referenciadas. A médica explicou que não é qualquer pessoa que pode procurar o departamento. “A primeira fase é uma avaliação ambulatorial, que diagnostica a infertilidade e atesta que só se pode engravidar com técnicas especificas”, explicou. As estatísticas do Instituto indicam que 60% das mulheres é que apresentam problemas para engravidar. A maioria delas apresenta lesão de trompa por processo infeccioso ou endometriose.

Já os homens representam 40%, e a doença está relacionada com sequelas infecciosas que obstruem a saída dos espermatozoides ou varicolece. O diagnostico preciso definirá inclusive se o casal vai precisar de uma inseminação ou fertilização. O primeiro é quando a mulher é estimulada a produzir mais óvulos e um procedimento introduz o espermatozoide na saída das trompas. No segundo, são colhidos óvulos e espermatozoides, e há fecundação é em laboratório. Após cinco dias, é que embriões são inseridos na mulher.

SAIBA MAIS

VARICOLECE - Doença que consiste na dilatação anormal das veias dos testículos. Pode provocar disfunção do testículo e piora a qualidade o sêmen.
ENDOMETRIOSE - É provocada pelo acúmulo de células da parede interna do útero que deveriam ser expelidas pela menstruação, mas que caem na cavidade abdominal ou ovários.
FINANCIAMENTO - Apesar de haver uma Política Nacional de Reprodução Assistida, desde 2005, o próprio Ministério da Saúde a descontruiu. A pasta liberou uma única verba de R$ 10 milhões para oito instituições públicas, entre elas o Imip, que recebeu R$ 1 milhão, via Secretaria Estadual de Saúde.

Critérios observados para inclusão no serviço de reprodução assistida do Imip:

1- Ter 35 anos de idade no mínimo
2- Mulher apresentar ovário saudável e capaz de produzir cerca de 4 óvulos
3- Casal gozar de boa saúde clínica
4- Não ter sobrepeso ou obesidade
5- Está em gozo das faculdades mentais
6- Ter pelo menos uma união estável reconhecida
7- Antes de iniciar o tratamento de inseminação ou fertilização o casal passará por uma avalição psicológica.
8- É necessária o encaminhamento pelo ambulatório da Mulher, que funciona diariamente no próprio hospital

Fonte: Imip

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