17/06/2017 às 07h16m

Em Carpina, vereador de oposição avalia a possibilidade de questionar na Justiça cachê de Safadão

De acordo com Diogo Prado (PCdoB), o município está pagando um show com cachê de R$ 450 mil e deixando de honrar os compromissos com os professores, por exemplo.

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Foto: Reprodução/Internet

Após a divulgação do cantor cearense Wesley Safadão para se apresentar no período junino de Carpina, na Zona da Mata, o vereador de oposição Diogo Prado (PCdoB) questionou a postura da Prefeitura Municipal diante dos problemas enfrentados pela gestão, como o atraso de salário de professores. O artista foi contratado para show no dia 28 de junho por um cachê de R$ 450 mil, com inexigibilidade de licitação.

De acordo com o vereador, além do atraso do salário dos professores, os provimentos de dezembro não foram pagos, assim como um terço de férias dos professores. "E aí o prefeito decidiu pegar R$ 450 mil do orçamento da Secretaria de Educação, porque Cultura está ligada à Educação aqui no município, e está pagando um show com cachê de R$ 450 mil deixando de honrar os compromissos com os professores, por exemplo. É uma situação complicada de a gente apoiar, não tem como", afirmou. A Câmara Municipal tem 17 vereadores, dos quais 20% são de oposição.

"A gente defende que tenha um São João bom, um São João de porte. Mas a gente sabe que com R$ 150 mil de cachê a gente consegue trazer bons nomes, nomes inclusive regionais, que possam garantir um São João tradicional, um São João que vai atrair o turista também, mas que não vai comprometer o cumprimento de outras obrigações no município. A gente não pode é investir no São João onde a cidade tem problemas graves de iluminação pública, onde a própria estrutura do palhoção onde vai ser realizado o evento, não tem condições de comportar um público tão grande. Vai ser um caos", avaliou Prado.

O parlamentar também afirmou que a Prefeitura ainda não apresentou o plano de segurança para o Governo do Estado e que o prazo para isso é a quarta-feira (21).

Outro ponto que chamou a atenção do vereador foi que, segundo ele, o prefeito Manoel Botafogo (PDT) baixou um decreto, no período do Carnaval, afirmando que o município estava em estado de calamidade financeira. E que, por esse motivo, não financiou polos tradicionais do Carnaval da cidade. "E a gente quatro meses depois e o prefeito já está investindo aí R$ 1 milhão de atração no município. É um exemplo realmente impressionante, fora do comum uma recuperação econômica do município num período tão curto. Estamos aí falando de quatro meses onde a realidade mudou da água para o vinho. Isso chama a atenção", disse.

Indagado se os vereadores vão questionar o cachê do artista na Justiça, Diogo Prado afirmou que está avaliando a viabilidade de se questionar na Justiça. Além disso, os vereadores esperam a Prefeitura se posicionar sobre os questionamentos feitos sobre salários e os problemas que existem na cidade.

Com informações da Folha de Pernambuco

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