GB Bateiras

16/06/2017 às 09h59m - Atualizado em 16/06/2017 às 13h40m

Deputado Edilson Silva (PSOL) apresenta Voto de Aplausos para promotor do Caso Itambé

O promotor de Justiça João Elias da Silva Filho denunciou, nessa terça (13), os quatro policiais militares envolvidos na morte do estudante Edvaldo da Silva Alves.

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O deputado Edilson Silva (PSOL) divulgou, na Reunião Plenária desta quarta (14), o requerimento de Voto de Aplausos para o promotor de Justiça João Elias da Silva Filho, que atua na Comarca de Itambé (Zona da Mata Norte). O membro do Ministério Público de Pernambuco denunciou, nessa terça (13), os quatro policiais militares envolvidos na morte do estudante Edvaldo da Silva Alves, 21 anos, sendo o soldado Ivaldo Batista de Sousa Júnior, autor do disparo, e o capitão Ramon Tadeu Silva Cazé, comandante da ação, por homicídio doloso (com intenção de matar). O entendimento divergiu do inquérito da Polícia Civil, que os indiciou por homicídio culposo.

O jovem morreu em decorrência de ferimentos causados por disparo de bala de borracha na altura da coxa quando acompanhava um ato contra a violência, em 17 de março, no município de Itambé. Em imagens gravadas no local, capitão Cazé se aproxima do estudante e pergunta: “É esse quem vai levar um tiro primeiro?”. Em seguida, chama o soldado e aponta para o rapaz. O tiro é disparado à queima-roupa, e Edvaldo cai no chão. Na sequência, ele é arrastado para a caçamba de uma viatura e leva um tapa no rosto. A vítima passou 26 dias internada e morreu no dia 11 de abril.

Segundo o deputado, Capitão Cazé foi denunciado também pelo crime de tortura (em vez de abuso de autoridade, como sugerido pela Polícia Civil). O soldado Alexandre Dutra da Silva e o tenente Silvino Lopes de Souza vão responder, se for aceita a denúncia, por “omissão em conduta de tortura”. “Ao oferecer a denúncia à Justiça, o promotor corrigiu uma distorção e uma injustiça que havia sido cometida pelo delegado que presidiu o inquérito”, afirmou Edilson Silva, que já havia criticado o resultado da investigação da Polícia Civil.

Na avaliação do promotor, ao contrário do que havia sustentado o delegado Pablo de Carvalho, o soldado é tecnicamente habilitado para utilizar a arma com os projéteis de munição não letal. “Parabéns ao Ministério Público e à coragem do promotor João Elias. Esperamos que o juiz acate essa denúncia, e os maus policiais, que desonram a história da Polícia Militar, sejam julgados pelo Tribunal do Júri, para que a família e a sociedade sejam confortadas com relação à construção do sentido de justiça”, concluiu o deputado do PSOL.

Do site da Alepe

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