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16/06/2016 às 10h37m - Atualizado em 16/06/2016 às 11h10m

Timbaúba: Apesar do esforço da Assistência Social, catadores se recusam a sair do lixão onde moram há mais de vinte anos

Trabalhos de conscientização vem sendo feito desde 2009. Em 2014, foi fundado uma cooperativa de catadores, vários moradores saíram do lixão e agora são assistidos pela prefeitura de Timbaúba.

Sr. Damião e compamheiros no lixão em 1994 (Foto: Diário de Pernambuco)

Texto de Reginaldo A. Silva da equipe do Timbaúba Agora

No ano de 1994, porém há mais de duas décadas jornais, rádios e TVs do Brasil inteiro publicaram um vasto material sobre uma campanha inusitada que aconteceu em Timbaúba. Batizada de ``Rato no saco, filé no prato", essa campanha que sugeria a troca de um quilo de rato por um de carne bovina, segundo o idealizador tinha como objetivo alertar o poder público para a enorme quantidade de roedores existente na cidade.

Atual morador do lixão de Timbaúba, o senhor Damião José da Silva e sua esposa a senhora Madalena da Conceição, naquela época já foram protagonistas daquela infâmia e humilhante campanha. Vários prefeitos passaram e alguns catadores continuaram no lixão. De 2009 até agora vem sendo feito trabalhos de conscientização com os catadores e em 2014 foi fundado uma cooperativa, vários moradores saíram do lixão e eles hoje fazem coletas seletivas e são assistidos pela prefeitura de Timbaúba. Já na atual gestão, Vania Barreto, secretária de Assistência Social e Cidadania, disse ao site Timbaúba Agora que foram feitas inúmeras tentativas para retirada das pessoas que ficaram no local, porém sem sucesso, só que dona Madalena e o senhor Damião sempre se negaram sair.

Na foto do Diário de Pernambuco vinte anos depois em 2014, senhor Damião e esposa ainda vivendo no lixão apesar de várias tentativas para retirar-los de lá.

Em uma matéria publicada dois anos atrás no Diário de Pernambuco, uma das filhas do senhor Damião, morador do lixão há mais de vinte anos, relata que conseguiu uma moradia no projeto Minha Casa Minha Vida do Governo Federal, e segundo ela, os seus pais não conseguiram a deles porque perderam o prazo para a entrega de documentos. A própria secretária de Assistência Social do município já tentou inscrevê-los em programa de moradia, só que os mesmos não compareceram, afirmou Vânia Barreto.

O difícil é convencer os catadores que ainda permanecem no local a se juntarem aos outros que já saíram e hoje são membros da Associação dos Catadores de Material Recicláveis de Timbaúba (ASSOCAT). Atualmente, os associados e ex-moradores do lixão tem sede própria, recebem uniformes, cestas básicas e contam com uma prensa e uma balança que foram doadas pelo Banco do Brasil, bicicletas desenvolvidas para atender o cotidiano de trabalho dos catadores, oferecendo um maior conforto e segurança para transporte do material coletado. Além do acompanhamento de saúde e assistência social, os trabalhadores também recebem palestras, realizam ginástica laboral, massagem, atendimento fisioterapêutico e dinâmicas.

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