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03/06/2015 às 14h48m

Polícia encerra o caso do sumiço da estudante Vaniela Oliveira

De acordo com a delegada Gleide Ângelo, em coletiva de imprensa concedida na manhã desta quarta-feira (3), ela fugiu e, para isso, usou uma carteira de identidade adulterada.

Nessa segunda, Vaniela prestou depoimento do DHPP, acompanhada do pai / Foto: Edmar Melo/JC Imagem

Após mistério sobre o paradeiro da estudante de direito Vaniela Oliveira Gomes da Silva, 26 anos, que desapareceu por três dias na semana passada, provocando comoção no Recife, a Polícia Civil divulgou onde a jovem esteve: em Tambaú, na Paraíba. De acordo com a delegada Gleide Ângelo, em coletiva de imprensa concedida na manhã desta quarta-feira (3), ela fugiu e, para isso, usou uma carteira de identidade adulterada.

O documento usado por ela estava em uma carteira encontrada pela estudante em uma rua do Centro do Recife há aproximadamente um ano. A estudante afirmou à delegada que pensava em entregar a identidade nos Correios, mas teria esquecido. Como ficou no caderno dela, no momento em que se viu pressionada por questões pessoais, trocou a foto do RG por uma dela e usou o documento.
Pela adulteração, de acordo com a delegada, Vaniela responderá por falsificação de documento público, crime previsto no artigo 297, com pena de dois a seis anos de prisão. Mas ela não será detida por enquanto. A dona da identidade foi ouvida.

A identidade foi usada pela estudante para se hospedar em uma pousada no estado vizinho. A estudante afirmou à delegada que saiu sozinha do Fórum de Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, onde foi vista pela última vez, e seguiu para o Terminal Integrado de Passageiros (TIP), na Zona Oeste da capital, de onde pegou um ônibus para Tambaú. A hospedagem custou R$ 50 por dia. Vaniela saiu do Recife com R$ 400, dinheiro que sacou no dia em que fugiu.
Antes de desaparecer, o lugar mais longe onde havia estado era João Pessoa, também na Paraíba, em viagem com um grupo da igreja. Como já planejava sumir, sempre saía de casa com roupas, para o dia em que tivesse coragem de executar o plano.

Em depoimento, Vaniela afirmou que voltou por se sentir culpada pela avó, com quem cresceu, que é dependente dela. Segundo Gleide Ângelo, a estudante chorava muito por causa da avó e não sabia a repercussão que o caso havia tomado. A delegada ressaltou que todas as informações fornecidas são verdadeiras e foram checadas.

A jovem foi encaminhada para tratamento psicológico na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A investigação foi encerrada, mas o inquérito ainda não foi concluído por questões burocráticas.


Com informações do NE10

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