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31/05/2017 às 09h37m - Atualizado em 06/02/2018 às 08h02m

No Recife, Bolsonaro diz que não é homofóbico e que combaterá rótulos

Deputado federal carioca, que pretende disputar a presidência da República em 2018. Ele também declarou que não enxerga a mulher como inferior aos homens no mercado de trabalho.

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De passagem relâmpago pelo Recife nesta terça-feira (30), o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) reforçou a intenção de disputar a presidência da República em 2018 e disse que vai trabalhar para desfazer a imagem que parte da população tem sobre ele.

"Vamos, ao longo do tempo, independente de campanha política ou não, desfazendo esses rótulos que botaram em mim. 'Ah, não gosta de mulher'. Por que não gosta de mulher? Onde eu falei que não gosto de mulher? Falam que sou homofóbico. Onde eu falei que sou contra gay? Sou contra o material escolar (ele chamou o material Escola sem homofobia, do governo federal, de "kit gay"). Ah, o cara é racista. Meu sogro é o Paulo Negão, aqui de Crateús, no Ceará. Sou contra as cotas. Por que tem cota para afrodescendente e não para nordestino? Como regra, são dois povos sofridos. O governo do PT sempre apostou na divisão de classes para, ao dividir, nos enfraquecer e continuar no poder", afirmou.

Questionado por uma repórter, ele também declarou que não enxerga a mulher como inferior aos homens no mercado de trabalho.

"O jornal inventou isso aí, botou lá. Em uma entrevista que fizeram comigo me perguntaram por que a mulher ganha menos no Brasil e eu falei o porquê segundo a visão dos empresários e do IBGE e botaram na minha conta. Era um jornal chapa-branca, quem mandava lá era o Tarso Genro (PT-RS) e o jornal fez essa covardia comigo e eu tenho que me explicar em tudo o quanto é lugar que para mim não tem diferença da mulher e do homem no mercado de trabalho. Tem competência, ganha mais. Não tem, ganha menos", respondeu.

Defensor da renúncia do presidente Michel Temer (PMDB), Bolsonaro disse que não acredita que o peemedebista irá abdicar do cargo.

"Na política, lamentavelmente a maioria dos políticos trabalha para si. Se o Temer renunciar ao mandato fica como uma pessoa normal, sem foro privilegiado e pode receber uma sentença de prisão da primeira instância a qualquer momento e por isso ele não vai renunciar", avaliou.

De acordo com Bolsonaro, o impeachment dificilmente deve se concretizar. Já em relação ao julgamento da chapa Dilma Rousseff (PT)-Michel Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o deputado disse que não arriscava nenhum palpite.

"Quanto ao TSE, não sabemos o que vai acontecer. Antes do episódio dos porões da democracia do Temer, muitos davam como certo a não cassação da chapa. Agora, está na dúvida. Quanto ao impeachment, passa por uma pessoa, o presidente da Câmara dos Deputados. Não acredito que o Rodrigo Maia (DEM-RJ) venha deferir esse pedido porque lá na frente ele passaria a ser a bola da vez porque é citado também na Lava Jato", disse.

Jair Bolsonaro reforçou que é contra as eleições diretas caso Temer deixe o posto de presidente da República.

A VISITA
A passagem de Bolsonaro pelo Recife nesta terça ocorreu devido ao sepultamento do ex-jogador do Santa Cruz, Sebastião Tomaz de Aquino, conhecido como “Paraíba, o Canhão do Arruda”, sobrevivente do atentado terrorista ocorrido no Aeroporto Internacional dos Guararapes em 25 de julho de 1966. O corpo do ex-jogador foi no Cemitério de Santo Amaro, na área central da capital pernambucana, local onde Bolsonaro conversou com os jornalistas.

"Sebastião Tomaz era um guarda civil e estava no aeroporto aguardando o general Costa e Silva, que estava vindo fazer campanha, alguns falam em Ditadura, mas o general tava vindo fazer campanha junto à bancada de parlamentares porque a eleição era indireta naquele momento. Foi um ato terrorista. Eu conheci o Sebastião há um ano e pouco atrás, fiz amizade especial com a filha dele e resolvi passar por aqui. Ele foi ferido por uma bomba da Ação Popular, da esquerda brasileira, essa esquerda que diz que lutava por democracia”, declarou Bolsonaro.

Durante a visita ao Recife, policiais militares que estavam nas proximidades do cemitério de Santo Amaro pediram para tirar fotos com Bolsonaro.

As imformações são do JC Online

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