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25/05/2016 às 13h08m

Cinco municípios do Grande Recife superam média de chuvas de maio

Segundo a Apac, números são válidos até terça-feira (24). Em Araçoiaba, aumento foi de 152%; em Olinda, acúmulo foi de 371 mm.

No dia 10 de maio, Olinda registrou um dos maiores temporais dos últimos anos.

Dados da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) revelam que cinco dos 14 municípios do Grande Recife já superaram a média histórica de chuvas para o mês de maio. Os números são válidos até terça-feira (24). Para esta quarta (25), a previsão do órgão é de precipitações com intensidade entre fraca e moderada.

Araçoiaba teve o maior percentual acumulado em relação à media do mês. No município, a Apac registrou 314 milímetros (mm). A média histórica de maio é de 207 mm. Portanto, o acumulado sobre a média é de 152%. Olinda registrou o 9º maior volume de chuva no mês: 372 milímetros. A média histórica na cidade é de 325 mm. O acumulado sobre a média, até o dia 24 de maio. Ficou em 114%.

Também já superaram a média histórica de chuva para maio as cidades de Igarassu, 114%, Itamaracá, com 111%, e Itapissuma (100%). Paulista notificou acúmulo de 99% e o Recife chegou a 84%. Por causa das chuvas da manhã desta quarta-feira, foram registrados vários pontos de alagamento no Grande Recife. Houve probblemas com semáforos em Boa Viagem, na Zona Sul, e na Boa Vista, na área central da capital.
Temporal

Entre os dias 8 e 10 de maio, o Grande Recife registrou a pior chuva dos últimos 30 anos. A grande quantidade de água que caiu, no entanto, não representará benefícios diretos para o cidadão. Em pelo menos 37% das residências na Região Metropolitana chegam a ficar três dias sem água na torneira e isso não deverá mudar a curto prazo.
Obras complementares, como a instalação de tubulações da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), não têm previsão de ser realizadas. Enquanto isso, o que fica do temporal é apenas o rastro de destruição.
Barragens

Após as chuvas, as barragens, que já estavam cheias, esbanjam alto volume de água, no Grande Recife. Por exemplo, a barragem Bita, no Cabo de Santo Agostinho, opera em 97,3% da sua capacidade. Pirapama e Sucupema, ambas também no Cabo, sangram com 103,4% e 100,3%, respectivamente. Ao todo, são seis barragens que atenderiam toda população, se essas obras da companhia estivessem em dia.

Em contrapartida, outras regiões do estado vivem uma situação oposta quando o assunto é chuva e abastecimento de água. Das 49 barragens pernambucanas, 28 estão em colapso. Das que estão situação crítica, todas estão localizadas no Agreste ou Sertão pernambucano.

Ao todo, são 170 municípios que convivem com a incerteza de que alguma água sairá das torneiras. Uma realidade que não mudará para melhor nem tão cedo, segundo o meteorologista da Agência de Águas e Clima Fabiano Prestrelo.
Segundo ele, para que os níveis desses reservatórios voltem a subir é preciso ocorrer um período chuvoso igual ou superior ao da seca. Nesse ano, não houve por causa do fenômeno El Niño. O que estava ruim piorou. Prestrelo ressalta que é necessário ter um sistema oposto desse, o La Niña, mas não há previsão desse fenômeno também para o próximo ano.

Bacias hidrográficas como a do Rio Brígida estão com todas as oito barragens em colapso. Já a bacia hidrográfica do Rio Terra Nova está com três das quatro barragens zeradas. Desde o dia 10 de abril, Belo Jardim, Sanharó, Tacaimbó e São Bento do Una, todos no Agreste, estão sendo abastecidos exclusivamente por carros-pipa. A medida emergencial se dá pelo colapso das barragens de Bitury e Pedro Moura Júnio.

De acordo com a Compesa, o gasto mensal para o fornecimento nestas quatro cidades será de R$ 500 mil para custear 70 carros-pipa - 50 para Belo Jardim e 20 para os demais municípios. Os recursos são da companhia e do governo federal, por meio da Coordenadoria de Defesa Civil de Pernambuco (Codecipe).


As informações são do G1 PE
Foto: TV Globo

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