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16/05/2018 às 18h15m - Atualizado em 17/05/2018 às 12h45m

'Não consigo me olhar no espelho’, diz jovem espancada e torturada por filho de prefeito na Bahia

Filipe Pedreira tentou arrancar unhas de Clara Vieira, que terminou casamento há 15 dias

espancamento_agressaoFoto: Reprodução

No último domingo (13), dias das mães, um silêncio que durava três anos foi quebrado. Não pela vítima, mas pela sua irmã. “Feliz dia das mães! É desse jeito que exponho a minha dor no dia de hoje. Cansei! Cansei de ‘considerar’ os pedidos para esconder”, escreveu no Facebook, junto com imagens fortes. As fotos da mulher espancada, com hematomas por todo o corpo, são da jovem Clara Emanuele Santos Vieira, 20 anos, filha do prefeito de Muniz Ferreira.

Ela acusa o seu ex-companheiro, Filipe Fernandes Pedreira, 19, que é filho do prefeito de Salinas das Margaridas, de tê-la agredido no último dia 8, apenas mais uma das diversas violências que sofreu em três anos de relacionamento. Segundo Clara contou aos familiares, amigos e a uma rádio local, ela teve o apartamento invadido pelo rapaz. Ao chegar, o acusado a teria agredido com xingamentos, socos, chutes, além de ter cortado seus cabelos, dedos e mordido diversas partes do seu corpo.

Em um áudio enviado ao CORREIO com a entrevista que concedeu à rádio, Clara conta que os dois haviam terminado a relação havia 15 dias, após três anos entre namoro e casamento. “Eu tava estudando, fazendo um trabalho, quando Filipe chegou falando que eu tinha outro. Ele me bateu muito. Falava o tempo todo que ia me deixar careca e que nenhum homem ia me querer. Meu rosto ficou deformado. Não consigo me olhar no espelho”, disse, chorando.

Em seguida, depois que Clara conseguiu fugir para o apartamento de uma vizinha, Filipe foi atrás da família da jovem e usou spray de Pimenta para agredir o sogro. O spray também atingiu o filho do casal, de apenas 1 ano. “Ele foi levado quase desmaiado para o hospital”, narrou. “Não é a primeira vez que acontece. Só que dessa vez a vizinha ouviu e chamou a polícia. Consegui fugir e ele foi atrás de minha família”.

Clara faz faculdade em Santo Antônio de Jesus, onde mora em um imóvel alugado. Ela contou que já havia sido agredida várias vezes pelo companheiro, inclusive quando estava grávida. “No decorrer do meu relacionamento eu já apanhei, já chorei e já perdoei Filipe diversas vezes. Ele sempre foi muito ciumento. Inclusive na Semana Santa me deu uma surra porque eu liguei a luz do quarto e ele acordou transtornado. Deu um tiro na parede. Me bateu muito e eu fiquei toda roxa”.

Informações: Jornal Correio (BA)

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