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16/05/2014 às 07h13m

Ex-vereador de Goiana é assassinado em margem da PE-65

O homicídio de Jamilson do Carburador ocorreu em meio ao caos que tomou a cidade devido à greve da Polícia Militar


Um mecânico foi assassinado a tiros na manhã desta quinta-feira (15) em Goiana, na Mata Norte de Pernambuco, a 65 quilômetros do Recife. Jamilson Albertino da Silva, de 44 anos, conhecido como Jamilson do Carburador é ex-vereador de Goiana e era dono de uma oficina mecânica localizada na PE-65, local onde ele foi morto quando chegava para trabalhar. O homicídio ocorreu em meio à situação caótica que vive o município devido à greve da Polícia Militar. Estabelecimentos de portas fechadas, depredações a patrimônios públicos e arrastões ocorrem na cidade.

Na Delegacia de Polícia da 44ª Circunscrição de Goiana, o caos predomina para uma repartição onde costumava imperar a tranquilidade. A unidade já registrou mais de 10 boletins de ocorrência na manhã de hoje aos quais se juntou o homicídio de Jamilson do Carburador.

Ele teria chegado para trabalhar na manhã de hoje em seu carro, um Gol. Quando desceu do veículo, foi surpreendido por bandidos que atiraram nas costas do mecânico, que morreu na hora. Foram cerca de seis tiros, o que levantou a suspeita de uma execução. O corpo de Jamilson foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML), no Recife.

Eleito vereador em 2008, Jamilson havia deixado a Câmara no fim de 2012. Segundo testemunhas, o ex-vereador tinha um temperamento enérgico em sua atuação pública. Na última eleição, ele tentou se reeleger, mas não conseguiu.

GREVE - Os policiais militares de Goiana também entraram de greve na última terça-feira (13). Esse fato motivou uma onda de assaltos e arrombamentos pela cidade. A loja de calçados Patriarca teve sua porta de esteira arrancada por vândalos, mas ainda não se sabe o que foi levado. Houve boatos de arrastões.

Um ônibus da empresa Rodotur que vinha de Recife para Goiana foi depredado em Paulista e os passageiros tiveram que retornar ao Recife.

Escolas privadas e públicas dispensaram os estudantes da aula devido à repercussão da violência que se espalhou. Repartições públicas, como a Agência de Desenvolvimento de Goiana (AD Goiana), também fecharam as portas de sobreaviso.

Com informações do Jornal do Comércio
Foto: Jader Lapa/Cortesia

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