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15/05/2014 às 11h07m

Polícia Militar de Pernambuco decide continuar paralisação por tempo indeterminado

Policias voltam nesta quinta para protestar em frente a sede do Governo.

Após reunião de mais de duas horas nesta quarta-feira (14) na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), a comissão do movimento grevista da Polícia Militar afirma que a paralisação iniciada nessa terça-feira continua. Dos 18 itens colocados na pauta de reivindicações, a categoria chegou a reduzir para quatro, porém o governo considerou apenas dois. Diante do impasse, a paralisação continua por tempo indeterminado.

Nas duas reuniões que ocorreram durante a tarde, o governo afirmou não ser possível discutir todos os pontos. Uma comissão de militares elegeu como prioridade discutir o reajuste salarial de 30% para os soldados e 50% para os oficiais; aumento do vale-refeição de R$ 150 para R$ 500 mensais, além da restruturação do Hospital da Polícia Militar e a atualização do Plano de cargos e carreiras. Não houve acordo quanto ao subsídio e aumento do vale-refeição.

A categoria vai se reunir novamente nesta quinta-feira (15) em frente ao Palácio das Princesas, sede do governo, para tentar novas negociações.

Cerca de 80% da categoria aderiram à paralisação, garante o presidente da Associação dos Militares Estaduais de Pernambuco (AME-PE), capitão Valdermir Assis.

INSEGURANÇA - Para aliviar o clima de insegurança, o secretário da Casa Civil, Luciano Vasquez, afirmou que a população pode ficar tranquila. Ele garantiu que o Estado vai organizar maneiras para manter a segurança. Questinando sobre quais medidas serão tomadas, Vasquez disse que a Polícia Civil poderá ser utilizada no apoio. Confira no vídeo o depoimento do secretário.

O DIA - Os policiais militares da Região Metropolitana do Recife não trabalharam na manhã desta quarta-feira (13). Uma parte seguiu para o expediente, mas não saiu dos quartéis. Outro grupo, com cerca de 1,5 mil pessoas, se concentrou na frente do Palácio do Governo, esperando uma resposta às reivindicações da greve.

Pela primeira vez na história das operações da Secretaria de Defesa Social (SDS), a Polícia Militar não participou de uma ação do Pacto Pela Vida para prender suspeitos de tráfico, homicídio e receptação de produtos roubados. A operação, deflagrada no início da manhã desta quarta e denominada Lock Down, deveria contar com 110 PMs, mas nenhum deles compareceu e as prisões foram feita apenas por policiais civis.

A Polícia Militar de Pernambuco pediu apoio aos deputados da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) para negociar junto ao Governo do Estado. Representantes da categoria se reuniram com parlamentares para apresentar a pauta de reivindicação.

Do NE10

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