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30/04/2017 às 08h51m - Atualizado em 30/04/2017 às 10h25m

Senadores pernambucanos se dividem na votação da reforma trabalhista

Dos três pernambucanos, só Humberto Costa (PT), mostrou-se contrário. Já Armando Monteiro (PTB) e Fernando Bezerra Coelho (PSB) sinalizaram que irão votar a favor.

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Depois da aprovação da reforma trabalhista na Câmara dos Deputados, na última quarta-feira (26), chegou a vez do Senado debater e votar a proposta. Dos três senadores pernambucanos, só o líder da oposição na Casa, Humberto Costa (PT), mostrou-se contrário às mudanças na legislação do Trabalho. Já Armando Monteiro (PTB) e Fernando Bezerra Coelho (PSB) sinalizaram que irão votar a favor.

No caso de FBC, sua atitude vai de encontro à decisão nacional do PSB, que fechou questão contra as reformas do governo Michel Temer (PMDB) e afirmou que parlamentares que votassem a favor dela poderiam ser punidos.

Quatro deputados que foram favoráveis à proposta na votação na Câmara – Danilo Forte (CE), Fabio Garcia (MT), Maria Helena (RR) e a líder da bancada, Tereza Cristina (MS) – perderam cargos nas executivas estaduais. Ao todo, 14 dos 30 deputados votaram pela reforma trabalhista, mostrando o racha na bancada. Entra os que foram a favor está ministro Fernando Filho (Minas e Energia), que foi um dos quatro exonerados para contribuir com o projeto da gestão federal.

Um dia antes, na votação na comissão especial sobre a reforma trabalhista na Câmara, o partido já liberou a bancada, que estava dividida e entrou em atrito publicamente.

Contra a reforma trabalhista

Em discurso nessa quinta-feira (27) no Senado, Humberto Costa afirmou que as mudanças defendidas pelo governo são “terríveis ao trabalhador brasileiro, só servem para o setor patronal e enterram a CLT”.

“A pseudoreforma é um golpe sob medida contra os trabalhadores, especialmente os mais pobres. Mais da metade das emendas acolhidas pelo relator da proposta do PSDB, deputado Rogério Marinho, foram apresentadas no Congresso Nacional por lobistas ou associações patronais, como a CNI e a CNT, que terminaram por ser financiadoras também do processo de impeachment no nosso país”, disse o petista no Senado.

A favor da reforma

Para Armando Monteiro, muitas alterações são negociáveis, como a questão da divisão de férias e jornada de trabalho. Questionado sobre a perda de direitos trabalhistas, apontada pelo colega petista com quem foi eleito em 2010, o senador afirmou que “é uma mentira, é uma falácia”. “Há de se atualizar todo esse arcabouço da legislação trabalhista, porque o mundo mudou, há o impacto de novas tecnologias. Nós precisamos crescentemente que essas relações sejam reguladas mais pelo contrato do que pela lei”, defendeu. “O ponto central é o seguinte: nada pode se traduzir em subtração de direitos, mas no reconhecimento de que os trabalhadores podem, quando for do seu próprio interesse, negociar e pactuar diretamente.”

Armando Monteiro também exaltou o fim do imposto sindical. “É uma coisa anacrônica, que termina vinculado, em termos de contribuições, pessoas que nem sindicalizadas são”, completou.

Fernando Bezerra Coelho afirmou ainda que “as reformas trabalhista e da Previdência apontam para um caminho seguro e que certamente levarão o Brasil a retomar o crescimento”. O socialista alega que o Brasil “não pode permanecer mais no século XIX”.

O senador também defendeu a reforma da Previdência, que deverá ser votada pela Câmara na próxima semana e, se aprovada, passa para o Senado. “Não podemos mais conviver com um déficit na previdência que, só em 2017, deverá ultrapassar 180 bilhões. Se continuarmos com este modelo, em pouco tempo o sistema irá quebrar e o País não terá mais condições de pagar às pessoas que precisam e contribuíram durante toda uma vida”, argumentou.

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