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26/04/2019 às 09h24m - Atualizado em 26/04/2019 às 11h34m

Justiça decreta prisão preventiva de coronel acusado de desviar armas

O coronel do Exército é suspeito de vender irregularmente, por R$ 90 mil, 166 armas de diversos calibres a um clube de tiros

prisao_de_cel_do_exercito Com informações da Rádio Jornal

A Justiça Militar da União decretou nesta quinta-feira (25) a prisão preventiva do tenente-coronel do Exército Alexandre de Almeida, acusado de desviar armas da força armada para um clube de tiro no Espírito Santo. O oficial era o responsável pela fiscalização de armamentos do Exército no estado do Rio de Janeiro e foi preso em flagrante na terça-feira (23).

Segundo com nota divulgada pela Justiça Militar, Almeida é suspeito de vender irregularmente, por R$ 90 mil, 166 armas de diversos calibres ao clube de tiros Grupo Guerreiros, que também funciona como loja de armas, em Vila Velha (ES).

O coronel era responsável por fiscalizar a importação e o comércio dessas armas para civis, o funcionamento de clubes de tiros, a venda de explosivos, a blindagem de veículos, além da atuação de caçadores, atiradores e colecionadores.

Durante a sessão, o Ministério Público Militar reiterou a necessidade de decretação de prisão preventiva em face da “comprava periculosidade do indiciado”, devido à grande quantidade de armas transferidas irregularmente e ao fato de não terem sido localizadas.

A juíza federal da Justiça Militar da União, titular da 2ª Auditoria da 1ª Circunscrição Judiciária Militar, Maria Placidina, afirmou que a prisão preventiva se fazia necessária porque “a liberdade do indiciado poderá comprometer a colheita de provas e realização de diligências, havendo indícios de que o oficial envidou esforços para ocultar provas”, o que representa “clara obstrução à investigação e criando risco para a conveniência da instrução criminal”.

Armas deveriam ter sido destruídas 

As armas foram repassadas entre os anos de 2017 e 2018, quando o militar era o chefe do Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados da 1ª Região Militar. Ainda segundo a Justiça, as armas repassadas ao clube eram entregues ao Serviço de Fiscalização e deveriam ter sido destruídas, mas acabaram sendo vendidas ilegalmente.

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