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26/04/2018 às 10h55m - Atualizado em 26/04/2018 às 14h02m

Após dois anos de investigação, é preso homem que simulou suicídio da esposa

Quase dois anos após o corpo de Tatiane Alexandre da Silva ter sido encontrado, a Delegacia de Jucati retomou as investigações e conseguiu comprovar a participação do marido no crime.

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Dois anos após encontrar o corpo de uma mulher em Jucati, no Agreste de Pernambuco, a Polícia Civil prendeu, nessa terça-feira (24), o marido da vítima, Gilson Rosado da Silva, 27 anos. De acordo com as investigações, o homem é acusado de homicídio e fraude processual por ter agredido a mulher até a morte e simular o suicídio dela.

Segundo a polícia, quase dois anos após o corpo de Tatiane Alexandre da Silva, à epóca, com 20 anos, ter sido encontrado, a Delegacia de Jucati retomou as investigações e conseguiu comprovar a participação de Gilson no crime. A vítima foi encontrada no dia 17 de agosto de 2016, na residência do casal, com uma corda enrolada no pescoço e amarrada no telhado. 

Antes da revisão do caso, Gilson vinha negando autoria do homicídio e sugeriu que a esposa tinha cometido suicídio por enforcamento. Devido ao avançado estado de decomposição do corpo de Tatiane, que foi encontrado três dias após o crime, o laudo e os exames realizados na ocasião foram inconclusivos. Com auxílio de novas perícias realizadas este ano pelo Instituto de Criminalística (IC), o inquérito encontrou novos elementos que indicavam a participação do marido.

De acordo com o delegado responsável pelo inquérito, Cláudio Neto, foram refeitos depoimentos e descoberto que houve uma briga entre o casal no dia do crime. Após apontar as inconsistências do primeiro interrogatório do suspeito, ele confessou o homicídio. 

Gilson relatou que, após uma discussão do casal, ele atingiu Tatiane com socos no rosto e ela desmaiou. Em seguida, ele foi até o quintal da residência, pegou uma corda de nylon do varal, amarrou no pescoço da vítima e amarrou no teto da casa para simular um suicídio. 

O mandado de prisão de Gilson foi expedido pela Comarca de Jupi e ele foi encaminhado para a Cadeia Pública de Lajedo.

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