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16/04/2019 às 07h28m - Atualizado em 16/04/2019 às 20h50m

Veículos de investigados em esquema milionário de fraude do INSS são apreendidos pela Policia Federal

Entre os carros, estão dois Hondas, sendo um Fit e um Civic. Operação de 2016 aponta para concessão irregular de aposentadorias e prejuízo estimado em R$ 34 milhões.

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A Polícia Federal apreendeu quatro veículos de investigados na Operação Manager, que apura um esquema de concessão irregular de benefícios do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) no Grande Recife. Os quatro carros são um Honda Fit e um Civic, além de um Toyota SW4 e outro Bandeirante.

"A gente foi em Jaboatão, Recife e outras cidades apreender esses carros, que estavam em nome desses investigados. Futuramente, esses veículos serão penhorados para que o dinheiro possa ser revertido aos cofres públicos, já que o prejuízo total, só nessa concessão irregular de aposentadoria fraudulenta, de R$ 34 milhões", afirma o chefe de comunicação da PF-PE, Giovani Santoro.

Segundo a PF, o esquema envolvia um vereador, que era integrante de um sindicato de trabalhadores rurais, e o gerente de uma agência do INSS. O nome dos alvos não foi divulgado.

As apreensões foram determinadas pela 13 ª Vara Federal de Pernambuco, após pedido do Ministério Público Federal (MPF) pela apreensão e alienação antecipada dos veículos dos denunciados na ação penal. Eles respondem, em liberdade, por crimes como estelionato contra o INSS, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

A Operação Manager, desencadeada em setembro de 2016, descobriu um esquema de concessão irregular de benefícios previdenciários. A PF aponta que os benefícios eram concedidos através de documentos falsos providenciados por integrantes do Sindicato dos Trabalhadores Rurais doCabo de Santo de Agostinho, no Grande Recife.

O esquema passava também pela Agência da Previdência Social de São Lourenço da Mata, também na Região Metropolitana, apontou a investigação.

Segundo a Polícia Federal, após a concessão do benefício irregular, as pessoas eram “convidadas” a pegar empréstimos consignados, sendo que a maior parte do valor era repassado a integrantes da quadrilha. Os empréstimos eram feitos com auxílio de um correspondente bancário.

A PF afirma que, mensalmente, o prejuízo financeiro pela manutenção dos benefícios irregulares era de cerca de R$ 632 mil aos cofres públicos. 

Do G1 PE

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