Black Friday Ubannet

06/04/2017 às 08h28m - Atualizado em 06/04/2017 às 22h49m

Transposição chega a Campina Grande até 25 de abril, promete ministro

A água do São Francisco é captada em Floresta, Sertão pernambucano, vai até Sertânia e Monteiro na Paraíba. Depois segue até Boqueirão, para reforçar o abastecimento em Campina Grande.

 

transposio

A água da Transposição do Rio São Francisco deverá chegar à cidade paraibana de Campina Grande até o dia 25 de abril. Foi o que garantiu o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, nesta quarta-feira (5), em audiência na Comissão de Desenvolvimento Regional do Senado. A Paraíba foi o primeiro estado beneficiado pela obra, que começou há dez anos. Na região de Campina Grande, o projeto deve abastecer 400 mil pessoas em 18 municípios.

As primeiras cidades atendidas pela água do ‘Velho Chico’ foram Monteiro, na Paraíba, onde 33 mil pessoas são beneficiadas, e Sertânia, no Sertão pernambucano, com 35 mil moradores.

No eixo leste, a água do São Francisco é captada em Floresta, no Sertão pernambucano, e vai até Sertânia. De lá, vai para o açude de Poções, em Monteiro. Depois, a água seguirá pelo Rio Paraíba até o reservatório Boqueirão, para reforçar o abastecimento em Campina Grande. É justamente a chegada ao açude que é esperada para o dia 25.

“Primeiro disseram que água do eixo leste não chegaria a Monteiro, mas chegou no mês passado. Depois afirmaram que não chegaria a Campina. Já estamos no rumo do Boqueirão, levando tranquilidade hídrica para a a região”, afirmou Helder Barbalho no Senado esta tarde.

Na audiência, o ministro também defendeu que nem todo o eixo norte está com obras paradas, e sim um dos trechos. Entre Cabrobó (PE) e Jati (CE), a Mendes Júnior, empreiteira envolvida na Operação Lava Jato, abandonou o canteiro em junho, alegando dificuldade de obter crédito. A licitação para substituí-la está em andamento e a assinatura do contrato era prevista para março, mas não aconteceu.

Há o problema também das obras complementares. Em Pernambuco, por exemplo, passam mais de 200 quilômetros de canais só do eixo leste, mas só uma cidade é abastecida porque nem a Adutora do Agreste nem o Ramal estão prontos.

Como solução, o ministro apelou aos senadores. “Há de fato dissonância de calendário. Não cabe agora buscar as razões. O ideal seria termos as obras estruturantes complementares prontas ao tempo dos dois eixos, porém, temos que correr contra o tempo. Peço que somem esforços para garantir verba orçamentária com emendas de bancada e individuais.”

Comentários

Outras notícias