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25/03/2017 às 12h31m - Atualizado em 25/03/2017 às 12h35m

Quadrilha é presa em flagrante no Recife por clonagem de cartões de crédito e tráfico de drogas

Oito pessoas foram presas e três veículos foram apreendidos. Eles pediam para as vítimas digitarem senhas dos cartões em um telefone e dígitos eram identificados pelo tom das teclas.

Com o grupo, foram encontrados notebooks, cartões de crédito e máquinas leitoras de cartão, além de carros e drogas

Uma quadrilha foi presa em flagrante por falsificação de cartões de crédito e tráfico de drogas, nos bairros de Boa Viagem, na Zona Sul, e em Beberibe, na Zona Norte do Recife. Além das oito pessoas presas, foram apreendidos três carros, dois notebooks, aparelhos leitores de chip e de cartão e uma quantidade não informada de maconha, cocaína e produtos injetáveis. O caso, ocorrido na quinta-feira (23), foi divulgado pela Polícia Civil na tarde desta sexta (24).

Responsável pela investigação do caso, o delegado João Gustavo Godoy, da Delegacia de Polícia de Roubos e Furtos, explicou que o grupo atuava de maneira criminosa através de diversos métodos, sendo um deles a solicitação de senhas por meio de ligações.

“Eles ligavam para as pessoas se passando por funcionários de operadoras e pediam para as vítimas digitarem as senhas dos cartões em um terminal telefônico para inutilizarem os cartões. Em seguida, eles informavam que um motoboy passaria na residência da pessoa para pegar o cartão, mas o atendente e o motoboy faziam parte da quadrilha”, detalha o delegado.

Através de um dispositivo capaz de identificar os números através do tom de cada tecla digitada, o grupo conseguia descobrir as senhas das vítimas. Ainda segundo Godoy, os cartões eram refeitos e utilizados em estabelecimentos comerciais e bancários para saques de quantias em dinheiro e compra de bens. “Ainda não conseguimos calcular, mas milhares de reais foram subtraídos das vítimas”, ressalta o delegado.

Hackers

Outra maneira encontrada pelo grupo para extorquir dinheiro das vítimas era através de hackers, que, através de vírus de computador, conseguiam obter informações de cartões de crédito. “Esse pessoal trabalha no volume. Enviam milhões de e-mails para que uma ou duas pessoas cliquem naquele botão. Entre o grupo que foi preso, estão dois dos maiores hackers do Brasil”, assegura o delegado.

Ainda de acordo com Godoy, os hackers trabalhavam na criação de uma página falsa do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) para ter acesso a dados bancários de mais pessoas. O grupo foi autuado por crimes de furto mediante fraude, formação de quadrilha, falsificação de documento público, tráfico de drogas e associação para o tráfico.

Um dos integrantes da quadrilha, segundo a Polícia Civil, fazia parte do grupo desarticulado pela Operação Miami, que investigou uma organização criminosa suspeita de clonar cartões de crédito para realizar saques e compras em cidades americanas. “Ele foi preso em novembro de 2015, mas, como esse tipo de crime não tem violência, o Poder Judiciário define a não manutenção dessas pessoas na prisão por muito tempo”, explica.

Para evitar o prejuízo nesse tipo de golpe, o delegado recomenda que a população evite passar informações por telefone. “Esse pessoal se aproveita principalmente de pessoas da melhor idade, que viveram numa época diferente da atual, em que era possível confiar mais nas pessoas. Através dessa confiança, eles praticam esse tipo de crime”, explica.

Com informações do G1 Pernambuco
Foto: Polícia Civil/Divulgação

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