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24/03/2018 às 11h14m - Atualizado em 24/03/2018 às 20h30m

Timbaúba: Moradores da comunidade de Queimadas denunciam que desde janeiro de 2017 que a Prefeitura não dar apoio ao sistema de abastecimento de água

A Associação de Moradores relatou ao Timbaúba Agora que a prefeitura tirou os funcionários da estação de tratamento, agora as famílias tem que pagar taxas para receber água em casa.

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Em plena Semana Mundial da Água, criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) no dia 22 de março de 1992, no qual é destinado à discussão sobre os diversos temas relacionadas a este importante bem natural, os moradores da comunidade de Queimadas, em Timbaúba, vêm sofrendo bastante com a falta deste bem precioso.

Moradores entraram em contato com o site Timbaúba Agora e relataram que desde janeiro de 2017 que a Prefeitura de Timbaúba não dar nenhum apoio ao sistema de abastecimento de água da comunidade. A Associação de Moradores de Queimadas informou ao Timbaúba Agora que essa parceria com a prefeitura do município foi encerrada nos primeiros dias da gestão de Ulisses Felinto (PSDB). Ainda de acordo com a associação, nas gestões passadas a prefeitura cedia funcionários para ajudar no tratamento da água da comunidade e agora para se manter depende de taxas paga pelos moradores.

Revoltados, vários moradores estão se negando a pagar essa taxa no valor de R$ 10,00. Alguns populares lembraram que durante a campanha de 2016, o vereador, então candidato a prefeito, esteve na comunidade e criticou o abastecimento dizendo que "A água é podre", e prometeu na época melhorar. Nada foi feito e as cisternas estão abandonadas pela PMT.

O Timbaúba Agora entrou em contato com Romildo Ferreira, líder comunitário, e ele informou que 320 famílias dependem desse abastecimento de água. Ele ainda relatou que: "Nas gestões passadas, os moradores pagavam o tratamento da água e a prefeitura contribuía com os funcionários, no caso três. Atualmente, não tem nenhum funcionário. Os moradores agora estão pagando uma taxa para que chegue água em casa, ao invés de estarem pagando para ser tratada".

Romildo também falou sobre a dificuldade de manter o abastecimento de água funcionando. "Despesas com a energia e produtos de limpeza custam quase R$ 7.000,00 por mês. Com a colaboração dos moradores a arrecadação chega a R$ 700,00 ou R$ 800,00 por mês. Sem o apoio da prefeitura, no máximo que conseguiu em um mês foi arrecadar foi R$ 1.200,00, valor esse que não paga nem as despesas de energia e manutenção".

"Para se ter uma ideia, para tratar a água precisa de 500 quilos de sulfato de alumínio que custa R$ 1.251,00. Um balde de cloro de 45 quilos no valor de R$ 680,00. A energia custa R$ 800,00 e mais R$ 300,00 de manutenção das bombas. E ainda tem que torcer para nenhum equipamento ser danificado para esse custo não aumentar", completou Romildo Ferreira. 

Texto: Renato Melo/Timbaúba Agora

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