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10/03/2018 às 14h34m - Atualizado em 11/03/2018 às 13h55m

Ataques em Fortaleza matam ao menos sete pessoas

A suspeita inicial é de que os ataques tenham sido praticados por um mesmo grupo, em um curto espaço de tempo

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Homens armados mataram sete pessoas e feriram ao menos outras quatro na noite desta sexta-feira (9), em Fortaleza. Segundo a Polícia Civil, os ataques ocorreram por volta das 22h30, em diferentes pontos do bairro do Benfica, na região central da capital cearense.

A suspeita inicial é de que os ataques tenham sido praticados por um mesmo grupo, em um curto espaço de tempo. O caso pode estar ligado à rixa entre integrantes de torcidas organizadas. Os crimes vão ser investigados pela Divisão de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP).

Três das sete vítimas foram mortas na Praça da Gentilândia, diante de várias testemunhas. Localizada próxima ao campus da Universidade Federal do Ceará (UFC) e cercada por bares e restaurantes, a praça é frequentada por muitos jovens e estava cheia no momento em que os atiradores começaram a disparar.

Nas redes sociais, jovens que afirmam ter presenciado a ação dos atiradores na Praça da Gentilândia relatam momentos de pânico. “Vivenciei um dos piores dias da minha vida. Estive presente no tiroteio que ocorreu no Benfica e [durante a confusão] claramente estava correndo pela minha vida”, escreveu uma jovem identificada como Patricia Barros.

Outros dois ataques foram registrados quase no mesmo momento, próximo à Praça da Gentilândia. Pelo menos três pessoas foram mortas perto de uma das sedes da Torcida Uniformizada de Fortaleza, na Vila Demétrio. O terceiro atentado ocorreu na Rua Joaquim Magalhães, também na Vila Demétrio, e resultou na morte de um jovem de 22 anos.

A crescente violência no Ceará motivou o governo federal a enviar, em 19 de fevereiro, uma força-tarefa formada por agentes da Polícia Federal (PF) e da Força Nacional para combater o crime organizado no estado. Formado por 26 policiais federais e 10 policiais da Força Nacional, o grupo tem atuado principalmente em operações de inteligência, dando apoio às forças militares estaduais no combate ao crime organizado.

Esta foi a quarta chacina ocorrida no estado, nos primeiros três meses de 2018, segundo matéria de O Povo (CE). "A primeira, em 7 de janeiro, ocorreu em Maranguape, com quatro pessoas mortas. A segunda, com o maior número de vítimas, ocorreu no bairro Cajazeiras, com 14 mortos na madrugada de 27 de janeiro. Na até então última, dez detentos foram assassinados por outros internos da Cadeia Pública de Itapajé", diz o texto do jornal. 

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