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28/02/2016 às 09h10m - Atualizado em 28/02/2016 às 09h35m

Série Leituras apresenta: Despedida

Poema escrito por Lidiane Martins

Despedida

Mesmo nesta hora em que de ti meu coração se separa.

Quero que possas sentir meus lábios tocando o teu.

Sente amor meu, o ardor de meu corpo que separado do seu ainda queima.

Traz de volta àquele teu cheiro que me inebriava.

Põe-me em teus braços novamente, querido!

Faz-me ser tua companheira eterna nesta volta da minha razão

e aceitação de minha parte.

Antes que eu nem mesma me reconhecia e nem sabia que tu eras meu motivo de viver.

Agora que fomos separados pela vida e a morte, vejo o quanto eu necessitava da tua respiração.

Traz-me de volta a alegria com teu amor que era puro fogo.

Faz de mim sua escrava e não me abandones.

Abraça-me e me acalenta com o cheiro do teu corpo que não existe mais e me envolve por toda eternidade em teus lençóis.

Sente meus dedos entre os teus, amor, eu te imploro.

Mostra alguma reação, uma última respiração, um piscar de olhos.

Mas sei, bem sei que isso não é possível.

Pois vejo teu semblante levemente pálido, e teus lábios presos insinuando que nada dirás mais.

Como fui tola, querido, como fui tola!

Perdi tanto tempo com coisas fúteis e agora quero o que era importante de volta.

Mas sei que não terei mais.

Reserva para mim um espaço ao teu lado, seja lá onde for, para que a gente possa se abraçar novamente.

Prometo que levo comigo todo segundo de saudade colecionado.

Prometo que estarei à espera da morte para que ela possa ser justa comigo e com o que sinto por ti amor!

Pessoas que se amam não deveriam ser dividas.

Pessoas que se amam deveriam partir juntas.

Mas se o imprevisto assim quis se assim o acaso escolheu nada posso fazer.

E agora que me despeço de seu corpo que nem seu será mais, te beijo suavemente.

Para quê?

Sei que nada sentes!

Mas eu quero sentir e guardar o último beijo de despedida forçada que meu amado me deu.


Por: Lidiane Martins/ 2016

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