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25/02/2017 às 09h31m - Atualizado em 25/02/2017 às 10h42m

Em Pernambuco: Parentes de policiais militares e bombeiros protestam em frente à casa do governador

Grupo partiu da Praça do Derby, no centro do Recife, em direção ao bairro da Madalena, na Zona Oeste. Manifestação durou seis horas e foi encerrada às 22h.

Parentes de Policiais Militares e Bombeiros se reuniram, na noite desta sexta-feira (24), em frente à casa do governador Paulo Câmara, no bairro da Madalena, na Zona Oeste do Recife. Após partir da Praça do Derby em caminhada, o grupo chegou à residência do chefe da administração estadual para pedir que ele receba uma comissão de mulheres que possam dialogar sobre as reivindicações dos profissionais. Por volta das 19h, o grupo seguiu de volta para o Derby e passou por pontos como a Avenida Conde da Boa Vista e a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). A manifestação foi encerrada às 22h.

“Todas as vezes em que seguimos para o Palácio do Campo das Princesas, nunca somos recebidas. Nós viemos para cá querendo que ele nos receba e que coloque as associações nas mesas de negociação”, explica Verônica Souza, integrante da organização do evento, justificando a ida à casa de Câmara por volta das 17h.

De acordo com a organização do evento, mais de 4 mil pessoas participaram da manifestação. A Polícia Militar (PM) não informou a quantidade de participantes do ato.

Segundo os integrantes da manifestação, seguranças montaram um bloqueio para impedir a passagem dos participantes do protesto em alguns dos pontos do trajeto. De acordo com a PM, o policiamento foi feito por equipes do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) e pelos PMs responsáveis pela área.

Pouco antes das 19h, o grupo saiu da frente da residência do governador em direção à Ponte Duarte Coelho, na área central do Recife, para protestar por melhores condições de trabalho dos profissionais e pela renegociação do aumento salarial proposto pelo governo. De acordo com a Companhia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU), os manifestantes chegaram a fechar os dois sentidos da Avenida Agamenon Magalhães, nas proximidades da Praça do Derby.

Por volta das 20h, o grupo chegou à Avenida Conde da Boa Vista, no Centro do Recife. Há agentes e orientadores da CTTU no local, além de policiais do BPTran. Depois de cruzar a Avenida, o protesto chegou à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) por volta das 21h. Às 22h, os integrantes do ato se dispersaram do local.

Outros impasses

Na quarta (22), o mesmo grupo realizou uma manifestação partindo da Praça do Derby em direção ao Fórum Rodolfo Aureliano, na área central da cidade. No local, o grupo aguardou uma reunião que decidia se os líderes da Associação de Cabos e Soldados de Pernambuco (ACS-PE), seriam presos, o que não aconteceu.

Na quinta (23), o desembargador José Fernandes de Lemos, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), determinou que as esposas e os parentes dos líderes das associações se abstenham de obstruir a saída e a movimentação de militares ou de viaturas militares, sob pena de multa individual de R$ 10 mil por dia. A decisão foi proferida após pedido da Procuradoria geral do Estado de Pernambuco (PGE-PE).

Líderes afastados pela SDS

Através de uma determinação do secretário de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE), Angelo Gioia, publicada no boletim da pasta do sábado (18), o presidente e o vice da ACS-PE foram afastados de seus postos na Polícia Militar. Durando 120 dias, a medida foi motivada por cometimento de crimes militares.
De acordo com o texto da portaria, os dois cabos são acusados de “praticarem, em tese, fatos incompatíveis com a função pública, os quais afetam a ética, como também a honra pessoal e o decoro da classe”.

Foto: Associação de Cabos e Soldados de Pernambuco/Divulgação
As informações são do G1 PE

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