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21/02/2019 às 08h54m

Bloco carnavalesco com adolescentes e funcionários da Funase desfila em 27 de fevereiro

Boi Treloso, que começou como ação da Casa de Semiliberdade de Caruaru, chega à sétima edição saindo pelo Bairro do Recife

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Maracatu, ciranda e coco marcarão a sétima edição do Bloco Boi Treloso. O evento, que é realizado pela Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase), ganhará as ruas do Bairro do Recife em 27 de fevereiro. Socioeducandos atendidos nas Casas de Semiliberdade (Casem) da instituição, além de funcionários e ex-servidores, participarão do desfile, que é aberto ao público. A concentração será às 18h, na Rua do Apolo, em frente à Di Branco Recepções. Cerca de 200 pessoas devem participar da festa.

Mesmo passando a desfilar no Recife já em seu segundo ano, o Boi Treloso sempre manteve a ligação com sua origem, Caruaru, local do primeiro desfile. O bloco surgiu como uma iniciativa de funcionários da Casem situada no município e seguiu sendo preparado lá ao longo dos anos. Nesta sétima edição, uma novidade: a parceria com o artesão Antônio Alexandre da Silva, que tem um ateliê em Bezerros, viabilizou que o boi passasse a ser feito com papel machê, ficando bem mais leve que a antiga estrutura de madeira. A customização está sendo feita pelos adolescentes atendidos na Casem Caruaru, durante oficinas de artesanato.

“Levamos para o mestre Alexandre a proposta de fazer o boi com um material diferente. Pagamos pelos itens, com recursos do bazar que a Casem realiza, e ele fez o trabalho, além de orientar uma oficineira da unidade sobre como deve ser feita a customização. Mesmo sendo um momento de diversão, o evento serve como aprendizado. Os adolescentes estão tendo a oportunidade de fazer esse resgate da nossa cultura, o que contribui com a socioeducação”, diz a coordenadora geral da Casem Caruaru, Anabel Brandão.

O bloco foi abraçado por outras casas de semiliberdade da Funase e vem se destacando pelo cunho social. Atualmente, adolescentes atendidos em vários municípios participam do desfile. Quem acompanhar o bloco neste ano usará abadás nas cores verde e branca. A parte musical terá a participação de integrantes do Maracatu Fantástico A Cabra Alada.

“O boi, além de trazer a nossa cultura, trabalha no processo educativo. É um trabalho social, um momento de pura integração. A alegria faz com que diversas pessoas de fora da instituição sejam atraídas para o nosso meio. A inserção dos adolescentes da semiliberdade é muito importante nesse processo”, afirma a assessora técnica de Casas de Semiliberdade da Funase, Vitória Barros.

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