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21/02/2016 às 10h53m - Atualizado em 21/02/2016 às 11h03m

Série Leituras apresenta: Um pedido

Poema escrito por Lidiane Martins em 2015

Um pedido

Sentindo-me presa hoje.
Eu não nasci para ser assim.
Nasci para voar iguais as borboletas.
Sou do escuro;

Sou da chuva;
Sou da noite;
Mas creio eu que a claridade está me deixando encandeada.
Por favor, amor meu!
Venha me tirar desta vasta claridade que não me deixa viver conforme eu quero.
Venha ao meu encontro e me tire desta água profunda.
Nasci para dançar na chuva e não para ir para as profundezas do oceano.
Querido Lord...
Tira-me destas pedras tão altas e me leva para a caverna sombria onde habita teu coração.
Rasga a minha vestimenta que está transmitindo o brilho da razão.
Sou ligada ao teu coração e não quero ver o futuro.
Traz de volta aqueles dias em que eu podia descansar na grama verde à noite.
Traz de volta os banhos das estrelas e me seca com corpo teu.
Me põe para dormir e me cobre com o cobertor da noite com as luzes das estrelas.
Falta tua, estou.
Serei tua e sempre tua.
Não importa o quanto eu tenha que esperar.
vou dedicar-me o meu cansaço por tua espera.
Vou dedicar-me os segundos te esperando para acrescentar no abraço quando eu te encontrar.
Pois volta logo, amor meu!
Para que eu possa assim sentir-me viva.
Para que eu possa acalmar meu coração que a ti espera.


Por: Lidiane Martins/2015

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