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17/02/2017 às 15h09m

Em Pernambuco, professora morre após cirurgia de lipoaspiração e família denuncia médico

Segundo o atestado de óbito emitido pelo Instituto de Medicina Legal (IML) aponta que a professora teve uma hemorragia provocada pela perfuração de um dos órgãos.

As informações são da TV Jornal

A família de Edite de Souza Nascimento, de 35 anos, professora que morreu após passar por uma cirurgia estética em um hospital particular do Recife, denuncia uma suposta negligência médica. Segundo os parentes, o cirurgião plástico João Ricardo Dias informou que durante o procedimento a mulher teve uma queda de pressão, e horas depois uma parada cardíaca. Porém o atestado de óbito emitido pelo Instituto de Medicina Legal (IML) aponta que a professora teve uma hemorragia provocada pela perfuração de um dos órgãos.

A diferença de informação fez a família começar a investigar o caso. A irmã da paciente, Alba Valéria Nascimento Melo, afirmou que Edite era de Itaquitinga, na Zona da Mata de Pernambuco, e veio para a capital pernambucana fazer o procedimento cirúrgico no dia 8 de fevereiro. Ela pretendia fazer uma redução de mama, mas seguiu a recomendação do cirurgião plástico e comprou um pacote com outros procedimentos por R$10.500 mil, um valor bem abaixo do usual.

Os familiares estão colhendo provas para fazer uma denuncia formal ao Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). De acordo com o presidente da regional Pernambuco da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), Jairo Zacchê, na lipoaspiração a cânula deve ultrapassar apenas a pele para chegar a camada de gordura. No caso de uma cirurgia no abdômen para chegar aos órgãos é preciso ultrapassar mais seis camadas.

“A informação do atestado de óbito já é um dado muito importante para nós. O que a gente precisa saber é em que situações isso aconteceu, qual as condições em que a cirurgia foi feita, qual a conduta que foi tomada. O colega era cirurgião plástico membro especialista da sociedade brasileira de cirurgia plástica e tem todos os pré-requisitos para poder operar”, afirmou Zacchê.

Mais uma morte
Há quase um ano, outra paciente do médico João Ricardo Dias morreu na mesa de cirurgia. O profissional responde a processo por esse caso, mas ainda não foi julgado. A equipe da TV Jornal tentou entrar em contato com ele, mas até a tarde desta quinta-feira (16) não teve nenhum retorno. Sobre esta morte, como ainda não houve o encerramento do processo, o Cremepe não quis se pronunciar.

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