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15/02/2017 às 19h45m

Polícia Federal investiga fraude de R$ 100 milhões em prefeituras do Agreste

Parentes e amigos de prefeitos atuavam como laranjas em fraude

Frustração de caráter competitivo de licitação, corrupção passiva e ativa, crime de responsabilidade e fraude na contratação, estão sendo investigados em prefeituras do Agreste do Estado, dentro da Operação Cosa Nostra.

Um relatório da Controladoria Geral da União (CGU) identificou que empresas em nomes de sócios-laranjas, integravam um cartel para participar de licitações públicas na cidade de Agrestina.

Em muitos dos casos contratados, os serviços de transporte escolar e aluguel de equipamentos, infraestrutura e saúde nem eram ofertados, como explica Marcello Diniz, superintendente regional da Polícia Federal em Pernambuco.

Na cidade de Agrestina, a organização contava com a participação do prefeito reeleito Thiago Nunes (PMDB) e do secretário de Articulação Política Públicos, Márcio Avelar Pimentel, no direcionamento dos resultados de licitações. Só neste município, R$ 22 milhões em contratos estão sob investigação.

Operação Cosa Nostra

Na manhã desta quarta-feira (15), policiais federais e membros da CGU foram até as cidades de Agrestina, Garanhuns, Caruaru e São João cumprir 17 mandados de busca e apreensão.

Entre as provas do inquérito, estão a contratação de uma empresa formada por apenas um funcionário, filho de um secretário, e o repasse de R$ 2 milhões para uma empresa responsável para executar o transporte de passageiros, sem possuir autorização do Detran.

Pelo menos oito pessoas estão sendo indiciadas no inquérito, entre eles o prefeito de Agrestina e o secretário, já citados, e empresários. O valor do prejuízo aos cofres públicos pode ser considerado alto, apontou Marcelo Diniz.

O esquema fraudulento está sendo investigado também nas cidades de Panelas, Jurema, Lagoa dos Gatos, Bom Conselho, Jupi, Iati, Riacho das Almas, Água Preta e Angelin.

Da Rádio Jornal

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