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12/02/2019 às 17h28m - Atualizado em 13/02/2019 às 09h07m

Lutador pernambucano morre após disputar evento de kickboxing

Rafael Beiton da Silva, 31 anos, três filhos, teve traumatismo craniano no Ichiban de Kickboxing, realizado no último fim de semana, em Mogi das Cruzes, São Paulo.

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Informações: JC Online
 
Os sentimentos de tristeza e profundo pesar se abateram sobre a comunidade do kickboxing pernambucano. O lutador do Estado Rafael Beiton da Silva, de 31 anos, acabou morrendo na noite da última segunda-feira (11), depois de lutar o Ichiban de Kickboxing. O evento é um dos mais respeitados do País e aconteceu no último final de semana, em Mogi das Cruzes (SP). Após realizar a quarta luta na competição, Rafael passou mal e foi levado para o Hospital Luzia de Pinho Melo. No local, veio o diagnóstico de traumatismo craniano. Em razão da gravidade da lesão, o atleta foi submetido a uma cirurgia, mas não resistiu.

 A organização do Ichiban de Kickboxing ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso. Já a Confederação Brasileira de Kickboxing, que levou Rafael ao evento, prometeu divulgar uma nota oficial em seu site se posicionando sobre a morte do atleta. Para alguns amigos do lutador ouvidos pela reportagem do Jornal do Commercio, a perda teria sido uma infeliz fatalidade. Segundo eles, assim que Rafael passou mal, foi prontamente atendido pela equipe médica da competição e conduzido ao hospital.

A reportagem tentou contato ainda com o chefe da delegação pernambucana no evento, Renan Gomes, mas ele não conseguiu relatar o que houve com o atleta, por estar resolvendo os trâmites para o translado do corpo ao Recife. A expectativa é que o lutador chegue à cidade natal na noite desta terça-feira (12).

VERSÃO DA FAMÍLIA

Rafael Beiton da Silva deixa esposa e três filhos. A notícia da morte do parente pegou todos de surpresa e trouxe muitos questionamentos sobre a conduta da organização na competição. Enquanto a esposa de Rafael está em São Paulo tomando parte do ocorrido, a prima dela Michelle de Assunção se encarrega de ser a porta-voz da família.

"Não acreditamos que tenha sido negligência no socorro médico. Acreditamos que houve negligência por parte do campeonato. Rafael fez duas lutas no sábado (9) e duas no domingo (10). Antes da quarta luta, soubemos que ele estava com o nariz quebrado e com dificuldade na fala. Um amigo o alertou que ele não tinha condições de seguir adiante, mas ele falou que ia lutar. Depois da luta, ele foi encontrado desacordado no vestiário por um amigo e socorrido. Também contaram à minha prima que ele lutou sem proteção na cabeça. A competição não pode deixar um atleta lutar por livre e espontânea vontade, e sem proteção. Ele se entregava mesmo ao esporte e sempre queria vencer", contou. 

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