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09/02/2015 às 16h32m - Atualizado em 09/02/2015 às 16h47m

Vítima de leucemia usa redes sociais para estimular doação, tentar salvar a própria vida e a de milhares de pessoas

Em um vídeo divulgado no Facebook, a bancária Millena Feitosa, 37 anos, fala das dificuldades da doença e da necessidade de doação.

Em um vídeo divulgado no Facebook, a bancária Millena Feitosa, 37 anos, fala das dificuldades da doença e da necessidade de doação.

Há um ano, a vida da bancária Millena Feitosa, 37 anos, virou de ponta cabeça. Durante uma festa de Carnaval, passou mal e acabou na emergência de um hospital no Recife. Foi na unidade de saúde que recebeu a notícia de que era portadora de leucemia mieloide crônica, tipo de câncer que afeta as células mieloides (subtipo de glóbulos brancos) presentes na medula óssea.

Sem responder ao tratamento quimioterápico e lutando para sobreviver, iniciou campanha nas redes sociais para incentivar a doação de medula. Agora, Millena luta pela própria vida e também pela de milhares de pessoas que precisam de transplante.

A campanha começou logo após a constatação médica de que só um transplante poderia salvar sua vida. “É uma doença grave, que precisa de acompanhamento sistemático. Se o paciente não responde ao tratamento quimioterápico, a única chance de cura é o transplante”, esclarece a hematologista Elizabeth Vilar.

Em um vídeo divulgado no Facebook, Millena fala das dificuldades da doença e da necessidade de doação. Em pouco mais de duas semanas, a filmagem alcançou a marca de 34 mil visualizações e mais de mil compartilhamentos. Os amigos também se mobilizaram e produziram banners, camisetas, cartazes e fôlderes informativos sobre o processo de doação de medula óssea. Neste domingo (8), o grupo realizou divulgação na Praia de Boa Viagem, Zona Sul do Recife. “Tenho que correr atrás disso, não dá para ficar parada esperando, afirma Millena.

A doença também abriu os olhos para a necessidade de outras pessoas. “Essa não é uma luta só minha. Muita gente passa pelo mesmo problema e precisa de doação. Não é uma campanha direcionada só a mim, mas a todos que precisam”, explica a bancária. Para Millena, um dos principais fatores que dificultam a doação de medula óssea é a falta de informação. “Sempre fazem campanha incentivando a doação de sangue, mas nunca incentivama doação de medula óssea, que é tão importante quanto”, comenta.

Mãe de um garoto de apenas 6 anos, Millena não perde a esperança. Mesmo com as probabilidades contrárias (a chance de compatibilidade entre doador e receptor de medula é de uma em 100 mil) e os sintomas causados pela leucemia, como a queda de cabelo, a bancária não tira o sorriso do rosto e não perde a vaidade. “Se o cabelo cai, eu coloco mega-hair. Os cílios caíram, coloquei cílios postiços. Não vou abaixar a cabeça, continuo firme e forte. Eu canso o câncer, mas ele não me cansa”, brinca.


Com informações do Jornal do Comércio

Foto: Guga Matos/JC Imagem

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